Tubarão
O Centro de Internamento Provisório de Tubarão (CIP) mudou a sua denominação e chama-se agora Centro de Atendimento Sócio Educativo Provisório (Casep), a exemplo de outras instituições com proposta semelhante em Santa Catarina.
A nova sigla segue as mudanças da reforma administrativa, aplicadas em março, aprovada pela assembleia legislativa e sancionada pelo governador Raimundo Colombo. O principal objetivo é a melhor organização na parte funcional e a humanização dos serviços prestados no atendimento de adolescentes e jovens infratores, bem como uma oportunidade de renovar a motivação dos profissionais.
A proposta também ocasionou alterações em órgãos ligados à segurança. A separação da secretaria de justiça e cidadania (SJC) da secretaria de segurança pública (SSP) trouxe um novo modelo de funcionalidade. A SJC passou a se chamar departamento de administração socioeducativa (Dease), órgão responsável pela administração dos Casep’s no estado, que têm como diretora Bernadete Santana.
Alguns projetos estão em prática pela ONG Multiplicando Novos Talentos
Atualmente, o Centro de Atendimento Sócio Educativo Provisório (Casep) de Tubarão abriga 12 menores. Há quase dois meses, é administrado pela Organização Não Governamental (ONG) Multiplicando Novos Talentos. A ONG assumiu o Casep com a responsabilidade pelas atribuições administrativas e pedagógicas, e com projetos de cultura, esporte e lazer. Proporcionar a geração de renda aos adolescentes por meio de cursos profissionalizantes e fortalecer o vínculo com as famílias dos internos também é uma das propostas.
E, neste período, alguns projetos foram colocados em prática. Os internos participam de aulas em oficinas de teatro, de vocal e violão, rádio, comunicação e informática básica. Nesta sexta-feira, iniciaram na instituição as aulas do Centro de Educação de Jovens e Adultos (Ceja). Segundo a coordenadora socioeducativa e administrativa da entidade, Sandra Regina, estes 47 dias serviram também para conhecer as famílias dos internos.
"Encontramos dificuldades, sim, pois é um período de adaptação, tanto para nós, quanto para os internos, que tiveram suas rotinas modificadas. Mas nada que nos faça desanimar, pois é por uma causa muito especial."
Sandra Regina, coordenadora socioeducativa e administrativa do Casep de Tubarão

