Início Geral Conselho estadual reivindica maior participação

Conselho estadual reivindica maior participação

A licitação licitação para contratar uma empresa para tocar a administração foi cancelada
A licitação licitação para contratar uma empresa para tocar a administração foi cancelada

 

Eduardo Zabot
Tubarão
 
O futuro do turismo em Santa Catarina está em discussão. De um lado, o Conselho Estadual. Do outro, o governo. Membros da entidade estiveram reunidos em Florianópolis e decidiram manifestar a preocupação à população catarinense. Para os integrantes, a atuação nas decisões precisa ser mais respeitado.
 
Na região, o setor tem como principal entrave o atraso no funcionamento do Aeroporto Regional Sul Humberto Ghizzo Bortoluzzi, em Jaguaruna. O presidente do Conventioun & Visitors Bureau, Ivan Cardoso, destacam que as belas naturais compensam o esforço do turista de chegar aqui, mas o turismo regional esbarra nas dificuldades da infraestrutura logística. 
 
“Nós divulgamos, temos agências com muitas pessoas com vontade de vir para cá, mas estrada fica muito difícil. Se ficarmos sem o aeroporto, nós vamos perder mais uma vez”, declara Ivan.
 
Na relação de cinco reivindicações do conselho, está a preocupação com a possível extinção da Santur e o pedido de que os cargos de secretário de turismo do estado e de presidente da Santur sejam ocupados por profissionais ligados à área. 
 
Ivan avalia que a participação do conselho deveria ser mais atuante no governo. “É preciso que o governo respeite o conselho, nós vivemos o dia a dia do turismo e precisamos que o estado acredite verdadeiramente no setor”, salienta.
 
A área é responsável pela geração de R$ 14,8 bilhões em receita, representando 12,5% do PIB catarinense, além de empregar formalmente 510 mil pessoas, o que corresponde a 11,9% do total de postos de trabalho no estado.
 
Outra licitação do aeroporto terá que ser lançada
Fundamental para alavancar o turismo, o Aeroporto Regional Sul, em Jaguaruna, deve demorar um pouco mais para começar a receber voos. Isso era previsto para meados do próximo ano, porém, a licitação para contratar uma empresa para tocar a administração foi cancelada esta semana, como o Notisul publicou com exclusividade na edição desta sexta-feira.
O Tribunal de Contas do Estado fez questionamentos e discordou de pontos que, se ajustados, poderiam dificultar o interesse de empresas. Por isso, o governo decidiu pelo cancelamento do processo. 
Agora, o foco é avaliar as alternativas e lançar um novo edital o quanto antes. Estuda-se ou assumir a administração por inteiro (e depois terceirizar o que for possível) ou fazer uma concessão total do aeroporto à iniciativa privada.
Sair da versão mobile