Tubarão
No fim de semana, o técnico Edson Vieira teve dois desafios: o Figueirense e os desfalques do Hercílio Luz. O primeiro, superou na bola, com o gol marcado por Valdo Bacabal. O segundo foi vencido pela força do elenco.
Desde o início da Copa Santa Catarina, o técnico hercilista destacou a importância de ter um grupo forte. E oportunidade não faltou para os jogadores. Nos sete jogos da competição até agora, 21 atletas entraram em campo.
“Acho que você precisa ter elenco. No futebol você nunca consegue nada com 11 ou 12 jogadores. O momento é bom da gente ter o elenco. Eu quero ter elenco. Pois quando você tem peças, você muda conforme o adversário”, afirmou o treinador ainda na primeira rodada, antecipando o que teria que enfrentar.
Dos 21 jogadores, seis deles participaram de todas as partidas do Hercílio Luz na Copa Santa Catarina. Os zagueiros Zé Antonio e Cleiton, os laterais Victor Guilherme e Deca e o meia Juliano foram titulares nos sete jogos. Já Bruninho iniciou na reserva, entrou no segundo tempo nos três primeiros jogos, e ganhou a titularidade na quarta rodada.
Depois deles vem o goleiro Tigre, os volantes Léo Costa e Rudnei, e o centroavante Conrado, que participaram de seis jogos. Na sequência está Vinicius e Valdo Bacabal, com cinco participações cada, e Junior Timbó e Júnior Gaúcho, com quatro jogos. Timbó, aliás, é um caso especial, já que entrou em campo todas as vezes desde que foi regularizado na CBF.
Entre todos os jogadores que foram relacionados para as partidas, apenas quatro não entraram em campo. O goleiro Uelerson, os zagueiros Cassiano e Maycon e o lateral Matheus Pivô.
“Esse é um recado para o grupo. Todos tem que estar prontos para entrar”, completa o treinador hercilista.
Chances aproveitadas
Dois jogadores que ainda não haviam entrado em campo, receberam uma oportunidade contra o Figueirense. O goleiro Martins e o lateral-direito Capone.
Antigo dono da camisa 1, Martins ganhou a vaga, já que o titular Tigre havia sido suspenso por ter recebido o terceiro cartão amarelo. E aproveitou muito bem a oportunidade. Tanto que chegou a pegar pênalti. E recebeu elogios do chefe.
“O Martins é mais um auxiliar que eu tenho quando tem jogo. Ele fica comigo ali. E a gente conversa muito e ele ouve muito o que eu falo. Ele é uma surpresa agradável. É um cara bem ansioso, bem fogoso. Converso bastante com ele. Digo: ‘filho, seja simples. Não tenta inventar. Você já tem uma história aqui. Então seja simples, que aí vai ser grande no jogo’. É importante você ter dois goleiros do mesmo nível. Quando não tem um, tem outro para jogar. E ele deu mostra disso. O Martins para mim foi o melhor jogador do nosso time”, destacou Edson Vieira.
Já Capone passou por uma situação difícil. O jogador perdeu o pai, e mesmo assim entrou em campo.
“Eu vi o Capone bem triste no vestiário e ele foi muito profissional. E não tive medo nenhum de colocar ele para jogar. Esse time tem muito caráter. Eu não vou falar do que passou, mas igual esse time nos últimos anos, em termos de caráter, não deve ter algum que se pareceu com ele, porque é um time que tem honrado as cores do clube”, completa o treinador.
