Afinal, corrupção X políticos
Li, gostei e passo adiante.
A corrupção atrai alguns políticos porque oferece vantagens pessoais e de poder dentro de um sistema que, muitas vezes, apresenta falhas de fiscalização e cultura de impunidade. Mas é importante separar: política não é sinônimo de corrupção. Existem muitos agentes públicos sérios e comprometidos com a sociedade.
Alguns fatores ajudam a explicar por que a corrupção aparece na política, principalmente pelo poder e influência que os cargos públicos proporcionam aos espertos. Quem ocupa funções públicas administra recursos, contratos e decisões importantes. Isso pode despertar interesses ilegais.
Tudo começa assim.
Dinheiro fácil
Propinas, desvios e favorecimentos podem gerar ganhos rápidos para quem não tem compromisso ético. Quando a punição demora ou simplesmente não acontece, alguns acreditam que “vale o risco”. O dinheiro, motivador de tudo, acaba se tornando fácil.
Sistema eleitoral caro
Campanhas custam muito dinheiro e podem abrir espaço para acordos obscuros. No Brasil, o sistema eleitoral tem eleições a cada dois anos, atingindo todos os escalões da República.
A corrupção destrói
A corrupção destrói a confiança da população e também os serviços públicos, como saúde, educação, segurança pública e tantos outros benefícios. Destrói, principalmente, a própria democracia, tornando-a, muitas vezes, uma ditadura perversa e incurável.
O voto é a arma do povo
Por isso, mecanismos como transparência, imprensa livre, participação popular e fiscalização dos tribunais e da Justiça são sempre bem-vindos. Mas a mudança depende da população, e o voto consciente é fundamental para reduzir a corrupção.
O problema não é a política em si, mas quando ela perde o compromisso com o interesse público.
Vote consciente nesta eleição.
Use sua maior arma contra a corrupção: escolher políticos comprometidos com você.
Bem articulado

A entrevista com Jorge Koch, pré-candidato a deputado estadual pelo MDB, no último sábado, na Tubá, superou a expectativa de muitos que acompanharam o programa. Percebe-se que sua pré-campanha está forte e organizada nas três regiões do Sul catarinense.
A herança política de Volney

O responsável por essa organização é o gabinete nº 112 da Assembleia Legislativa, do deputado Volney Weber (MDB), que colocou todo seu staff e planejamento político nas mãos do seu pré-candidato. O deputado Volney é o mentor e responsável pela candidatura do ex-delegado Jorge Koch.
Curiosidade política
Você já imaginou o PT sem o número 13 nas urnas? Pois isso já aconteceu nas eleições para o governo de Santa Catarina em 1990 e 1994. Nesta eleição de 2026, a situação vai se repetir e o PT deverá apenas apoiar novamente outra candidatura.
O número 13 não estará nas urnas, mas será representado pelo candidato Gelson Merísio, do PSB 40, e pela vice com o PDT (12).
Curiosidade apenas.
As incertezas das pesquisas
Muitas vezes, as pesquisas acertam tendências. Em outras, erram porque a política é dinâmica, emocional e influenciada por fatos de última hora. Um debate forte, uma crise, um escândalo, uma aliança inesperada ou até o crescimento das redes sociais podem mudar completamente o rumo de uma eleição em poucos dias.
O voto cristalizado de um partido é difícil de mudar, independentemente de qualquer escândalo ou outra situação que aconteça. Na bipolarização em que o Brasil está metido, entre direita e esquerda, essa definição fica mais fácil de compreender.
O que muda, então, é o voto independente ou dos indecisos. Esses decidem eleições, e os partidos sabem disso. Por isso, tomam cuidado para que seus candidatos andem na linha. Mesmo assim, alguns desobedecem, e o resultado muitas vezes é cruel.
Renam do Missão vem crescendo

Renam Santos, do MBL e do partido Missão, foi quem mais cresceu na última pesquisa Atlas porque alcança a faixa etária jovem, que voltou a se interessar pelas eleições. Renam vem com um discurso direcionado tanto para petistas quanto para bolsonaristas, descontentes com seus pré-candidatos, e o resultado começa a aparecer.
Ele se coloca como possibilidade de uma terceira via. Como a eleição está muito próxima, ainda falta um bom caminho para competir com as águias da política. É fato.
Marcha dos prefeitos
Quando os prefeitos do Brasil invadem Brasília por dois dias com o objetivo de ouvir propostas de mudanças legislativas que favoreçam suas administrações, a ida é válida. O que não entendo é quando prefeitos levam vereadores de suas bases para conversar com deputados que moram aqui ao lado de suas cidades.
Prefeito ir para ouvir as novidades, tudo bem. Agora, levar vereador? Não dá.
Zema
Zema, ex-governador de Minas Gerais pelo partido NOVO, por duas vezes, esteve em Santa Catarina no último fim de semana. Deu entrevistas, participou de alguns eventos e foi embora.
Desta vez, Zema não foi ciceroneado pelo líder maior do NOVO e candidato a vice na chapa de Jorginho Melo, Adriano Silva.
O isolamento de Zema
Adriano isolou Zema, e pouco ou quase nada apareceu ao lado do seu líder maior. Tudo isso porque Zema fez declarações contra Flávio Bolsonaro em relação ao banco Master e aos R$ 61 milhões que Vorcaro, o “bom samaritano”, deu a Flávio.
Zema nem deixou o defunto esfriar e já entrou no assunto. As consequências complicaram a situação do NOVO, que, por aqui, está coligado com o PL.
Deputada ficou indignada

A deputada Júlia Zanata (PL) pede o rompimento da coligação entre o NOVO e o PL. A deputada não está falando sozinha, mas foi quem iniciou essa revolta.
Até agora, parece que sua fala contra o NOVO de Zema não teve efeito. O PL, nesta eleição, precisa dos votos do Norte do Estado. Por isso, alguns tentam colocar água gelada na fala da deputada. Mas que ela ficou indignada, isso ficou.
Trabalho sem parar

O pré-candidato a deputado estadual Cesar Damiani (NOVO) está cada dia mais forte na campanha. Muitas reuniões em várias cidades e apoios vindos de todos os lados animam o pré-candidato do NOVO.
Damiani quer ficar longe da confusão que o presidenciável Zema, do seu partido, criou contra o PL. Mesmo assim, nas reuniões, fala forte a favor do governador Jorginho Mello (PL) e procura, com trabalho incansável, uma vaga como deputado estadual nesta eleição.
O lema de César é: trabalho, trabalho e trabalho.
Bloco na rua
João Rodrigues (PSD), candidato ao governo nesta eleição, está colocando o bloco na rua com vários vídeos falando sobre diferentes assuntos. Entre eles, banco Master, direita x direita entre outros temas.
Mas o vídeo que mais chamou atenção foi o pedido público de desculpas ao MDB. O gesto de João aproxima cada vez mais o MDB do seu lado.
Inclusive, a vice de sua chapa já é do MDB, e a primeira suplência ao Senado,a vaga de Amin (PP) deverá ficar com o deputado estadual Volney Weber (MDB), do Sul.
Feira Agropecuária na Arena Soratto
A tradição do campo, a força do agronegócio e a cultura regional estarão em destaque na Feira Agropecuária de Tubarão 2026, que se consolida como um dos maiores eventos do momento na cidade.
A pecuária é forte, e o evento vai mostrar a realidade dessa afirmação.
Só divulgando

Carlos Moisés (União Brasil), ex-governador, esteve na Acit na semana passada para fazer um mini pré-lançamento da sua pré-candidatura a deputado federal para alguns empresários.
Eu não recebi o convite e não compareci. Parece que a imprensa também não esteve presente. Mesmo assim, a ação teve uma boa repercussão pelo Estado. Mas essa história de voto pela Amurel é conversa para boi dormir.
O presidente da Acit, o empresário Alexsandro da Cruz Barbosa (D na foto), acredita e faz um esforço pelo tema.
Acredito que, agora, é cada um por si e Deus por todos.

