Wagner da Silva
Braço do Norte
Irregularidades na prestação de contas da construção de uma ponte alta na comunidade de São José, interior de Braço do Norte, foram apontadas pelo relator da Comissão Parlamentar de Inquéritos (CPI), o vereador Cleber Manoel da Silva (PP). A obra seria executada pelo município em parceria com a comunidade, que cedeu o terreno para que a ponte saísse do papel, o que nunca ocorreu.
A ação, investigada desde maio através da CPI da Ponte, indica que a prestação de contas não condiz com a realidade. No local, há apenas a estrutura de pilares.
Apesar das conclusões apontadas contra o ex-prefeito Ademir da Silva Matos (PMDB), mais informações serão reveladas apenas após a entrega do relatório em sessão ordinária da câmara. “Foram meses de trabalho com atenção a cada evidência e conseguimos comprovar supostos atos de improbidade administrativa”, confirma.
O ex-prefeito Ademir, que hoje exerce o cargo de assessor da presidência da Celesc, foi procurado várias vezes pela redação do Notisul em Braço do Norte, nesta sexta-feira, mas não foi encontrado e nem retornou as ligações até o fechamento desta página, por volta das 17h30min.
Ademir Matos é condenado a
prestar serviços comunitários
O ex-prefeito Ademir da Silva Matos (PMDB) terá que prestar serviços comunitários, destinar o equivalente a 20 salários mínimos ao Conselho da Comunidade e pagar multa. A condenação foi proferida pela juíza Lara Maria Souza da Rosa Zanotelli, da comarca de Braço do Norte.
A acusação é de 2001, quando Ademir era prefeito de Braço do Norte, referente à não abertura de licitação para aquisição de combustível. A denúncia foi feita pelo então presidente da câmara de vereadores, Bertilo Borba (na ocasião PPS e hoje no PMDB).
A tarefa comunitária terá que ser cumprida uma hora por dia, durante um ano, e a multa a ser paga é de 2% do valor do contrato dispensado, além de pagamento das custas do processo.
O processo será encaminhado à Corregedoria Geral de Justiça e à Justiça Eleitoral, e ainda cabe recurso. Ademir Matos já está inelegível até 2011 e, se a atual sentença for reafirmada, ele poderá ter mais um ano somado à pena.
O ex-prefeito afirma que não recebeu qualquer comunicado oficial e, como em outras questões jurídicas, deixa a resposta a cargo dos advogados que analisam o caso. O seu advogado de defesa, Nelson Napp, não foi encontrado para falar sobre o assunto.

