O Brasil passou a ser hoje o maior consumidor de crack no mundo. Sendo que, a cada cinco usuários, um é criança. Dos 2,3 milhões que experimentaram esse tipo de droga, 442 mil foram crianças. Não precisamos mais ficar descrevendo ou debatendo os males de maldito vício. O que precisamos agora é de ação para ajudar os que já se encontram viciados e para aqueles que ainda não entraram nesse caminho na maioria sem volta.
Para os especialistas, o consumo maior do crack em jovens ocorre porque alguém falhou. “A gente pode entender que a imagem de uma criança usando crack é o retrato mais cruel de uma sociedade, dos governantes no tratamento dessa situação”, avalia o psiquiatra Thiago Queiroz.
Espero que o atual governante municipal trabalhe arduamente em cima desta praga. Acredito sinceramente que o mesmo tomará algumas providências nesse respeito, quer através da ampliação da rede de atendimento de qualidade a esta população. Fazendo isto por meio de um trabalho de prevenção junto aos nossos jovens, principalmente os mais vulneráveis, residentes em áreas de risco e vulnerabilidade social. Esse é um dever nosso, de todos nós, e que não podemos relegar, nem achar que tais ações são dever do governo federal. Até porque o mesmo está disposto a gastar, através do programa “Crack, é possível vencer”, cerca de R$ 4 bilhões até 2014, e criar 13 mil novos leitos no Brasil, além de desenvolver através dos Cras por meio do Paif (Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família), também do Creas através do Paefi (Serviço de Proteção e Atendimento Especializado à Família e Indivíduos), do Serviço de Abordagem Social, e o serviço de atendimento à população de rua, trabalhos de conscientização e encaminhamento para atendimento especializado através dos serviços de saúde. Tendo assim um verdadeiro trabalho em rede.
É fundamental que se lute por cada centavo que o governo federal está disposto a gastar no combate ao uso do crack. Entretanto, esses recursos só virão se forem criados projetos e que se bata de porta em porta em Brasília, pois, conforme o velho ditado, “Quem não chora não mama”.

