Começo este artigo citando James C. Huer, autor de O Monge e o Executivo, para quem: “liderança é a habilidade de influenciar pessoas para trabalharem entusiasticamente visando atingir aos objetivos identificados como sendo para o bem comum”.
É comum ouvir-se: não disponho de tempo suficiente para desenvolver a liderança nos liderados. No entanto, você dispõe do mesmo número de horas por dia concedidas a Helen Keller, Pasteur, Michelangelo, Madre Tereza de Calcutá, Thomas Jefferson e Alberto Einstein.
Gabriela Besen Pedroso, que é professional and self coach e analista comportamental, em seu artigo “Quanto tempo tem o tempo”, diz que: “Todas as segundas reclamamos que é segunda. Todas as sextas queremos que sejam seis da tarde. Todo fim de mês dizemos que o tempo passa rápido demais e toda quarta-feira… bom ainda é quarta-feira. Vivemos nossa vida marcando o tempo, apenas observando-o passar, e vou te dizer uma coisa: o tempo realmente é impiedoso, ele passa mesmo, e não adiante reclamar, não tem mais volta. E o que você estava fazendo esse tempo todo?”.
Como o tempo é pouco, comece otimizando o pouco tempo que você tem, dividindo-o em pequenas tarefas. Jamais poderá esquecer que se você aceitou um cargo desafiante, muito é esperado da sua influência sobre os liderados, então crie seu próprio tempo.
O líder precisar arranjar tempo, não basta ser líder. Antes de mais nada precisa ter tempo para si mesmo e para dispensar aos liderados. Isso significa dizer que você precisar ser líder pelo exemplo, estabelecendo um equilíbrio entre a sua vida pessoal e a profissional, pois líderes sem tempo, tornar-se-ão estressados, correndo sem destino, muitas vezes conduzindo seus liderados para lugares ignorados, pelo próprio líder.
A utilização de seu tempo muda a partir do momento que você não é mais reconhecido pelo que executa, mas sim pelo trabalho de outras pessoas, isto é, pelo trabalho de sua equipe. E, sendo assim, a maior parte do seu tempo deverá ser destinado para planejar, alocar recursos e gerir pessoas. Resumindo: há que se aprender a delegar, conforme já expusemos em uma outra oportunidade.
É comum vermos aquele que é promovido e passa a exercer uma função de liderança esperar que a equipe seja tão boa quanto ele. E quando ocorre o contrário, acaba tomando para si os problemas, porque acha que resolve mais rápido e melhor do que os outros. Com o tempo perceberá que cometerá um grande equívoco, pois contribuiu decisivamente para a formação de uma equipe ineficiente, que não apresenta o resultado esperado.
Partindo para a conclusão do presente artigo, socorro-me, mais uma vez da professional and self coach e analista comportamental Gabriela Besen Pedroso, quando no artigo “A arte de procrastinar e a pilha do ver depois” diz que a falta de tempo pode estar intimamente ligada com a procrastinação daquilo que precisa ser feito: “procrastinar é embromar, enrolar, deixar para amanhã o que deveria ter sido feito na semana passada, ou no ano passado. Trata-se de, sistematicamente, deixar de fazer o que precisa ser feito. E sabe o que é pior? Normalmente, quando se procrastina, não é para se fazer algo que seja melhor ou mais proveitoso. Quase todo mundo enrola para simplesmente fazer nada…Isso já aconteceu com você? A resposta é sua.
Evidentemente para que o líder possa conduzir seus liderados da plateia ao palco terá que ter o tempo necessário para dedicar ao treinamento, não procrastinado as tarefas, pois tempo não se tem, tempo se cria.

