Tubarão
Ser mãe é um dom e a maternidade traz um ‘gosto doce’ à vida da mulher e, ao mesmo tempo, desafiador. Ser mãe na UTI Neonatal, além desses sentimentos que afloram com a chegada do bebê, surgem emoções que jamais imaginou vivenciar. A cada dia, elas são desafiadas a superar e controlar tais sentimentos, buscando o equilíbrio e a felicidade em um dos momentos mais marcantes da vida da mulher.
Com 16 anos de experiência e dedicação, os profissionais que atuam na UTI Neonatal e Pediátrica do Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), em Tubarão, recebem diariamente essas mães que vivenciam momentos de incertezas, logo nos primeiros dias de vida de seus bebês. Sabedores da responsabilidade que tem, diante das dúvidas e preocupações destas mães, os servidores da instituição são treinados para acolhê-las, com carinho e dedicação, ajudando-as a enfrentar esta nova jornada da vida.
O caso da cabeleireira Elizete Herdt Ballmann, mãe de Isabella Herd Ballmann, de 7 meses, não foi diferente. A menina está internada na UTI Neonatal há mais de quatro meses, nesse período revela que passou momentos de angustia, medo e felicidade. “Minha família e eu não estávamos preparados para lidar com a doença diagnosticada na Isa, desde então, o nosso maior objetivo é fazer com que ela receba muito amor e tenha qualidade de vida”, conta Elizete. Ela revela que a responsabilidade e o compromisso em fazê-la feliz é ainda maior. “Vivo para ela e todo o meu esforço é para vê-la com saúde e em casa”. A cabeleireira não podia ter recebido melhor notícia nesta semana, após quatro meses indo e vindo todos os dias de São Ludgero para ficar com a filha na UTI, finalmente vai levá-la para casa. “Meu maior presente de todos os dias das mães foi esse”, descreve Elizete, que ainda é mãe de mais dois filhos, de 14 e 19 anos. Ela confessa que a despedida junto à equipe multiprofissional da UTI Neonatal vai ser difícil. “Romper este laço não é uma tarefa fácil, pois cada um destes profissionais faz a diferença no nosso dia a dia. Vou levar cada um deles em meu coração”. Isabella recebeu alta nesta sexta-feira.
A cada bip dos aparelhos, batimento cardíaco alterado e a cada conversa com o médico da unidade é uma emoção diferente para essas mães que vivenciam uma verdadeira montanha-russa em uma unidade de terapia. “Ver como nossos filhos são tratados pelos profissionais deste setor, além de confortante é muito gratificante, pois em nossas ausências fazem o papel de mãe”, agradece Elizete.

