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O Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, celebrado em 11 de fevereiro, reforça a importância da presença feminina nas áreas científicas e tecnológicas. A data lembra conquistas históricas, mas também chama atenção para a desigualdade que ainda persiste nas carreiras de STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática).
Instituída pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em 2015 e celebrada pela primeira vez em 2016, a data tem como objetivo promover o acesso pleno e igualitário de mulheres e meninas à ciência. Segundo a UNESCO, menos de 30% dos pesquisadores no mundo são mulheres.
Mais do que uma celebração, o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência é um convite à reflexão e à ação.
Ícones mundiais que transformaram a ciência
Diversas cientistas mudaram o rumo da história com suas descobertas:
Marie Curie: pioneira no estudo da radioatividade, descobriu os elementos Polônio e Rádio. Foi a primeira pessoa a ganhar dois Prêmios Nobel em áreas diferentes (Física e Química).
Rosalind Franklin: responsável pela “Foto 51”, imagem fundamental para a descoberta da estrutura em dupla hélice do DNA. Seu trabalho foi reconhecido tardiamente.
Ada Lovelace: escreveu o primeiro algoritmo destinado a ser processado por uma máquina, sendo considerada a primeira programadora da história.
Katherine Johnson: matemática cujos cálculos foram decisivos para missões da NASA, como a Apollo 11. Sua trajetória inspirou o filme “Estrelas Além do Tempo”.
Esses nomes mostram que o laboratório sempre foi espaço de mulheres, mesmo quando o reconhecimento não veio na mesma proporção.
Cientistas brasileiras que fizeram história
O Brasil também tem cientistas que marcaram época:
Bertha Lutz: bióloga do Museu Nacional e líder do movimento sufragista no Brasil. Atuou pela inclusão da igualdade de homens e mulheres na Carta da ONU.
Johanna Döbereiner: suas pesquisas sobre fixação biológica de nitrogênio ajudaram a transformar o Brasil em potência agrícola.
Enedina Alves Marques: primeira engenheira negra do Brasil, formada em 1945 pela UFPR, participou de grandes obras de infraestrutura.
Nise da Silveira: revolucionou o tratamento psiquiátrico ao introduzir a arte como forma terapêutica.
Jaqueline Goes de Jesus e Ester Sabino: lideraram a equipe que sequenciou o genoma do coronavírus em 48 horas após o primeiro caso confirmado no Brasil.
Sônia Guimarães: primeira mulher negra brasileira doutora em Física e professora do ITA.
Por que a data ainda é necessária?
Apesar dos avanços, mulheres ainda enfrentam barreiras como desigualdade salarial, menor representatividade em cargos de liderança e preconceito estrutural.
Incentivar meninas desde cedo a se interessarem por ciência é parte fundamental da mudança. Representatividade importa — quando uma menina vê uma cientista, ela entende que também pode ocupar esse espaço.
Como disse Marie Curie:
“Nada na vida deve ser temido, apenas compreendido. Agora é a hora de compreender mais, para que possamos temer menos.”
O Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência reforça que compreender mais também significa garantir oportunidades iguais.

