quinta-feira, 21 maio , 2026

Diploma falso: Direção do Grupo DMA se exime de acusação

Jailson Vieira
Tubarão

Há uma semana, a ex-aluna do Grupo Educacional DMA com sede em Tubarão,  Gisele Arceno, divulgou que a instituição de ensino emitia diplomas falsos de Educação Física. Ela conta que muitos de seus ex-colegas tentaram obter os seus registros profissionais no órgão estadual responsável, mas não obtiveram sucesso. Após alguns dias da divulgação do ocorrido, o proprietário da unidade, Douglas Martins Antunes, em coletiva ontem resolveu se pronunciar.

Segundo ele, que também é diretor do grupo educacional, a instituição foi fundada há seis anos e até agora nada comprometeu o nome da empresa. “Neste período formamos mais de 300 alunos. O que ocorreu é que temos parcerias com outras instituições, neste caso foram duas as envolvidas: o Grupo Continental Educacional (GCE) e o Instituto Superior de Educação Elvira Dayrel, em Minas Gerais. Elas tiveram problemas entre si e isso acabou trazendo consequências para a DMA”, lamenta.

Antunes conta que desde que soube dos problemas, ele e o corpo jurídico do grupo tubaronense procuraram resolver o imbróglio, porém, até agora o caso não foi solucionado. “Não queremos que esta situação traga problemas aos alunos e também à instituição. Estamos procurando solucionar tudo de forma amigável. Buscamos a transferência da unidade de registro e confecções dos diplomas. Se isso não ocorrer de maneira cordial vamos a Brasília pedir a mudança assistida pelo Ministério de Educação. São mais de mil alunos pelo Estado que não podem sair prejudicados”, garante o educador.

Ele lembra que em 2014 teve um problema semelhante com uma instituição também prestadora de serviço, no entanto, o erro foi corrigido a tempo. “Somos uma prestadora de serviços, temos contratos com instituições de várias regiões do Brasil. Não podemos interferir na legalidade e orientação pedagógica”, defende-se.

 
“Ele me pediu dinheiro e não aceitei a tratativa”
Os alunos que tentaram a confecção do registro no Conselho Regional de Educação Física (Cref), em Florianópolis, tiveram problemas com a Polícia Federal. Eles foram denunciados pelos dirigentes do conselho por falsificação. Alguns deles chegaram a prestar depoimentos aos agentes policiais.

De acordo com o advogado da DMA, Charles Conceição, o Grupo com sede em Tubarão entrou em contato com a PF para esclarecer o problema. “Além dos alunos explicarem o que ocorreu, a unidade também se dispôs para esclarecimentos. Expliquei ao delegado que os alunos e a instituição foram vítimas”, assegura.

Douglas lembra que há poucos meses, o fundador da instituição mineira entrou em contato por meio de ligação telefônica para ‘resolver’ a questão, no entanto nada foi acertado. “Ele me pediu R$ 500 mil para acertar todos os problemas, uma vez que a situação errada era entre o Grupo Continental de Educação e o Instituto Superior de Educação Elvira Dayrel, do interior de Minas Gerais. Disse que não fazia esse tipo de acordo, então ele baixou para R$ 200 mil e afirmei que não havia conversa”, relata.

Segundo o representante jurídico do grupo educacional tubaronense foi registrado um boletim de ocorrência contra o Grupo Continental. “O prejuízo financeiro e moral é preocupante. Da nossa parte não há nenhuma documentação falsa”, pontua.

Conforme o delegado responsável pela Central de Plantão de Polícia (CPP), em Tubarão, Thiago Reis, há um inquérito em curso na CPP. “Não há como dar maiores informações no momento. Somente a partir do dia 8”, resume.

De acordo com o diretor da DMA, Douglas Martins Antunes, os seis anos da instituição na Cidade Azul sempre prezaram pelo princípio da legalidade. “A unidade possui diversos polos no Estado, gera 54 empregos diretos e indiretos ajudando a movimentar a economia local e regional. A principal missão do grupo é oportunizar o acesso ao ensino superior ao público de baixa renda”, enfatiza.


Douglas garante que problema foi apenas com o curso de Educação Física

Segundo o diretor do Grupo DMA, o problema com a diplomação e certificação foi apenas com o curso de graduação em Educação Física. “Não ocorreu com nenhum outro curso oferecido pela instituição. São mais de 20 opções de cursos entre graduação, pós-graduação, extensão e aperfeiçoamento. Inverdades não podem ser levantadas. Muitas pessoas que estudam Pedagogia, por exemplo, realizam estágios em escolas da região e não podem pagar uma conta que não dizem respeito a elas”, observa.

Na semana passada, a ex-aluna da DMA, Fabiana Wronski Comeli Ferreira, destacou que tinha desconfianças que havia problemas também no curso de Pedagogia. “No último ano, quando o polo era ainda Unimes, resolvi trancar. Conversei com o Douglas, ele insistia em apresentar diversos diplomas que se dizia verdadeiro, mas aquilo não me convencia. Procurei estes centros universitários e não havia parceria entre as unidades à antiga instituição – que hoje é a DMA. O Douglas me propôs que eu não saísse da instituição e ele me daria o curso de pós-graduação gratuito, mas não podia e não posso compactuar com o que está errado”, denuncia.

De acordo com o diretor da unidade de Tubarão não há possibilidade deste fato ter ocorrido. “É uma inverdade e vamos buscar os meios legais para comprovar”, garante.

Douglas conta que nos últimos dias realizou diversas reuniões com alunos da instituição para esclarecer os fatos e que, além disso, quando soube dos problemas na certificação com os ex-estudantes de Educação Física realizou um encontro para buscar soluções efetivas. “Convidei os 44 graduados para uma reunião, compareceram apenas 21. Fizemos uma proposta dentro da legalidade que procuraríamos uma instituição que pudessem atender o nosso pedido e os discentes que não aceitaram a proposta poderiam ter o seu dinheiro de volta corrigido”, revela.

Na última quinta-feira, a direção do Centro Universitário Facvest-Unifacvest, de Lages, que tinha se tornado parceira da instituição da Cidade Azul no último dia 30, resolveu extinguir o apoio ao polo tubaronense. O Centro Universitário de Lages emitiu uma nota rompendo a parceria.

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