Capivari de Baixo
A chuva dos últimos dias foi a gota d’água para a direção da escola estadual General Osvaldo Pinto da Veiga, em Capivari de Baixo, pedir socorro. Os alunos estudam em salas emprestadas nas escolas Tereza Martins de Britto e Otto Feuerschuette, pois o prédio da escola ‘oficial’ será demolido para a construção de uma nova unidade.
Porém, as instalações cedidas na Otto Feuerschuette são precárias. Os estudantes dividem a sala de aula com baldes e goteiras em dias de chuva. “Estamos preocupados com a segurança dos professores e alunos. Há turmas que estão assistindo aula no refeitório do Otto, pois não têm como ficar na sala de aula. A água da chuva sai pela fiação. Já pedimos uma solução para a SDR. Não estamos porque queremos, mas por necessidade”, explica a diretora Samira Goulart Joaquim.
A gerente regional de educação em Tubarão, Maria Tereza Meneguel, enfatiza que o diretor da secretaria de desenvolvimento regional, José Roberto Tournier, foi ontem para Florianópolis a fim de tentar agilizar o processo de licitação para a reforma das salas de aula que apresentaram problemas.
Qualidade da merenda
Wagner da Silva
Tubarão
Como em todo o estado a merenda escolar passa por mudanças, em São Ludgero os pais de alunos das escolas estaduais questionam a qualidade dos alimentos. Os pais procuraram a nutricionista Kenia Fuchter para reclamar da má qualidade dos alimentos. “Os pais precisam saber que não é mais responsabilidade do município. Ele efetuava uma contrapartida para compra de alimentos. A partir de agora, a responsabilidade sobre as escolas estaduais é do próprio governo do estado”, explica.
Em posição contrária, está a escola estadual Engenheiro Annes Gualberto, de Braço do Norte, onde a qualidade da merenda recebida este mês melhorou. “Nos mês passado, a qualidade foi motivo de reclamação de alunos e professores, mas na remessa recebida ontem (quarta-feira) percebemos melhora”, explicou a assessora de direção, Lucimara Ávila.
A terceirização da merenda ocorrerá apenas a partir do dia 24 de maio. Os alimentos ainda são enviados pelo estado e separados pela Gered. A supervisora de Apoio ao Estudante, Sônia Regina Volpato da Silva, afirma que alguns problemas foram enfrentados. “Estamos aperfeiçoando o sistema de armazenamento e distribuição. É algo novo para nós, por isso, pode ter havido algumas dificuldades, mas aos poucos serão resolvidas”, garante.
Além da merenda, os municípios recebem recurso para compra de produtos perecíveis. “Além do que é enviado, ainda há um valor disponível, mas é necessário fazer o bom uso dos produtos”, destaca.
Na próxima terça-feira representantes da empresa vencedora da licitação farão uma reunião para orientar diretores e professores sobre a forma de distribuição dos produtos.

