Só quem tem filhos sabe como é difícil lidar com: “eu quero, pai!” ou “mãe, compra pra mim?”, que frequentemente ouvimos em lojas e supermercados. Brinquedos, roupas e até mesmo certos alimentos chamam a atenção das crianças, e nem sempre os argumentos funcionam.
Os incentivos às compras estão em todos os lugares: anúncios publicitários, personagens, colegas de escola e, inclusive, a família. Por isso, poupar, pesquisar e planejar para conquistar alguns objetivos não são regras apenas para os adultos. Engana-se quem pensa que educação financeira é coisa de “gente grande”. Quanto mais cedo as crianças aprenderem os limites e o valor do dinheiro, mais tranquilo será o futuro delas.
É notável que a maioria das pessoas não tem o hábito de poupar. Somos imediatistas e por não termos paciência, muitas vezes, optamos por pagar juros e antecipamos as aquisições. O que nem sempre, é o melhor caminho. Mas como inserir a educação financeira na rotina das crianças?
Não existe uma fórmula secreta para isso e nem um momento exato. As mesadas podem ser aliadas neste exercício, já que os pequenos passam a ter autonomia para decidir o querem comprar com esse dinheiro, e aprendem a lidar com os limites e com as consequências de suas decisões, que às vezes, são equivocadas.
É nesse momento que o papel dos pais é fundamental para orientá-los sobre os erros que cometemos por não termos paciência para poupar. Além de brincadeiras e jogos educativos que contribuem com a percepção das crianças sobre a importância de economizar, algumas atitudes simples do dia a dia contribuem de forma significativa.
De forma lúdica, os “cofrinhos” nada mais são do que a conta poupança que o seu filho terá em uma instituição financeira futuramente. Por isso, é fundamental que os pais mostrem como ele funciona, qual a importância e quais sonhos a criança poderá realizar se mantiver o “cofrinho” fechado por mais tempo.
O exemplo dos pais é, sem dúvida, um dos ingredientes para o sucesso financeiro dos filhos. Aos papais que preferem orientar financeiramente os filhos de forma realista, uma opção é investir em previdência privada, onde os pequenos aprendem a poupar e já garantem uma ajuda futura para as conquistas profissionais ou pessoais.
Planos como o Precaver, da Unicred, podem ser iniciados a partir do nascimento da criança por um valor mínimo de R$ 30 mensais. O ideal é que a criança use parte da sua mesada para o pagamento desse plano, assim, já aprende a importância de cuidar do seu próprio futuro e de reservar uma fatia da sua renda para as contas que terá quando for adulto.