Wagner da Silva
Braço do Norte
O Ministério da Educação (MEC) faz questão de divulgar que todo o aluno deve receber o livro didático, mas na prática muitas escolas não recebem a quantidade correta de exemplares. É o que ocorre em Braço do Norte.
A remessa de livros recebida no início deste ano é menor do que a demanda. Algumas turmas, principalmente de 3º e 4º anos do ensino fundamental, não receberam o material.
A diretora de ensino fundamental da secretaria de educação da prefeitura de Braço do Norte, Rosane da Cunha Alberton, entrou em contato com o MEC e com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para saber o por quê da quantidade menor.
“Disseram que o problema seria os dados incorretos repassados no censo escolar. Conferimos todos os dados e está tudo correto. Isto não é um problema novo. Há 20 anos o numero de livros enviados é menor do que necessitamos”, constata Rosane.
A diretora destaca que outros municípios também tiveram o mesmo problema. “O governo usa isso como propaganda, mas a realidade no ensino é outra. A falta de livros prejudica o ensino e eles não assumem que há problemas na logística”, acrescenta Rosane, indignada.
Diretores confirmam a insuficiência de livros
A falta de livros nas escolas de Braço do Norte gera preocupação entre diretores e pais, que cobram uma atitude mais enérgica do município. O problema será pauta de uma reunião no centro de educação Antônio Rohden, amanhã, às 19 horas.
A diretora Rosimeri Fuchter Phillippi antecipa que a quantidade solicitada estava correta, mas recebeu menos material. “Já conferimos os dados e está tudo correto. Os pais reclamam com razão e os professores têm dificuldade em ministrar o conteúdo”, lamenta.
Para tentar contornar a situação, pelo menos até uma solução definitiva, algumas turmas fazem a aula em um período e os alunos deixam os livros para os colegas usarem. Outros vêm à escola no período extra-turno para terem aula.

