Tubarão
A troca da cobertura da Escola de Ensino Fundamental Martinho Ghizzo, no bairro Passagem, está em fase de conclusão, mas, nas redes sociais, já circula uma nota questionando o resultado da obra.
Em outubro do ano passado, a escola foi atingida pelo vendaval, que afetou o telhado e o muro. Logo em seguida, a direção produziu um relatório dos prejuízos e encaminhou ao Estado, em busca de soluções.
Segundo o diretor da escola, Manoel Machado Francisco, as obras da reforma começaram durante os 15 dias de recesso, ocorrido em maio. Desde o dia 22 daquele mês, os alunos estão de volta às aulas, em meio aos trabalhos finais dos reparos. Francisco explica que isso, em particular, não prejudica o andamento dos estudos, já que o serviço está em fase de acabamento e os maquinários maiores estão longe do alcance dos alunos.
Ele diz que foram executados o muro, a parte elétrica do prédio e a cobertura, cujo antigo material foi substituído por telhas metálicas duplas com ferro. Porém, a nova estrutura não conta com forro. Com isso, no alto, próximo ao teto, os vãos entre as salas passaram a ficar à mostra.
O problema é que o vão no alto das paredes deixa com que o barulho de uma sala passe para a outra ao lado, prejudicando a qualidade das aulas. Para amenizar o problema e diminuir o conflito de ruídos, o diretor decidiu reorganizar as turmas: entre uma e outra, agora está uma sala vazia.
Francisco afirma, no entanto, que o forro não estava previsto no planejamento da obra. “Tem gente que não está entendendo. O que foi combinado está feito”, diz. Ele adianta que está em conversa com o Estado e que foram prometidas também a troca de vidros nas janelas e uma nova pintura para escola.
Estado afirma que serão tomadas providências
A Gerência de Educação de Tubarão (Gered) afirma que os vãos nas paredes serão fechados. “O recurso veio de forma emergencial para recuperar o telhado devastado pelo vendaval. Porém o recurso veio para fazer o serviço que foi feito. Esta parte extra não constava na planilha e agora será feito levantamento para deixar tudo correto como era antes”, explica.
O órgão adianta ainda que a pintura das paredes será executada em todas as escolas que também foram recuperadas: 16 em Tubarão e duas em Capivari, que no total custaram mais de R$ 5 milhões. O recurso para o serviço ainda será levantado.
