Priscila Alano
Tubarão
Mais uma eleição no Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Unisul em Tubarão é marcada por confusões e protestos. A eleição foi realizada ontem, após liminar concedida pelo juiz Eron Pinter Pizzolatti. O atual presidente da entidade, Rodrigo Darela de Souza, garante que vai acionar a justiça para impugnar o pleito.
“O estatuto do DCE me dá plenos poderes para nomear a comissão eleitoral. Porém quando eles chegaram à Unisul não foram ‘reconhecidos’ como pessoas legais para cuidar do processo. Aliás, iniciaram o pleito sem a presença da comissão”, alega Rodrigo.
O presidente também salienta que apenas a chapa 2, DCE de Verdade, concorreu na eleição de ontem. “A chapa 1 desistiu na segunda-feira sob a alegação de que não teve tempo hábil para fazer a campanha. Também analisávamos a possibilidade de transferir a eleição para maio, pois parte dos editais foram extraviados. Além disso, algumas chapas perderam o prazo para a inscrição”, argumenta.
Chapa alega que cumpriu a
determinação da justiça
O candidato à presidente do grupo de oposição à atual gestão do Diretório Central dos Estudantes da Unisul de Tubarão, DCE de Verdade, o acadêmico de psicologia Peterson Nandi, garante que tudo foi realizado conforme determinou a liminar do juiz Eron Pinter Pizzolatti.
“Às 8 horas de hoje (ontem) o atual presidente do DCE, Rodrigo Darela, não se fez presente para abrir a eleição, então a secretária da atual gestão, Juliana Casces, deu início ao processo e formou a comissão para acompanhar a votação e a apuração”, detalha
Peterson destaque que um dos objetivos de sua chapa é resgatar o movimento estudantil e reestruturar e formar novos centros acadêmicos.
Na Unisul, em torno de 7,2 mil alunos dos cursos presenciais estão aptos a votar. Cerca de dois mil acadêmicos participaram do pleito.

