Letícia de Oliveira
São Paulo (SP)
No último dia de prova no Pan-Americano Universitário, os cinco atletas de Braço do Norte que representaram a Seleção Brasileira no evento conquistaram novas medalhas. No total os paratletas subiram ao pódio 15 vezes, ou seja, em todas as provas que disputaram foram medalhistas.
Na segunda-feira, as últimas modalidades do atletismo resultaram em três ouros, uma prata e um bronze para os braçonortenses. Karolaine Sehnem Roling ficou com o ouro nos 200 metros rasos, enquanto Tatiane Selhorst e Alan Jones levaram o ouro no lançamento de dardo. A medalha prateada ficou com Wanderson Alves Rita na prova do salto em distância. Ele também conquistou o bronze nos 200 metros rasos.
Em três dias de competição a delegação de cinco atletas de Braço do Norte acompanhados da técnica Jane Neves Pereira somou 15 medalhas no Pan-Americano Universitário. Foram 12 medalhas de ouro, duas de prata e uma de bronze.
Jane falou das dificuldades e da superação até alcançar os bons resultados. “Saímos na quinta-feira, às 4h. O voo estava previsto para às 9h, mas foi cancelado. Resumindo era para chegarmos em São Paulo de manhã, deu tudo errado e chegamos era mais de 17h, com fome, sem almoço. Parecia que tudo ia dar errado, mas com a graça e força de vontade deles deu tudo certo e está aí os resultados. Eles enfrentam qualquer barreira de cabeça erguida e sem reclamação”, comentou.
A técnica ainda destacou a importância do esporte para o incentivo da interação social dos paratletas. “Sempre tive uma opinião pessoal: inclusão só existe através do esporte. Luto muito para que nossa sociedade tenha uma visão melhor perante eles, que os respeitem com suas limitações, pois eles estão aí e precisam ser respeitados com dignidade”, ressalta Jane.
A Associação Esportiva e Paradesportiva (Assespp) de Braço do Norte vêm fazendo esse trabalho de inclusão social. As conquistas dos atletas são resultados de um trabalho voluntário feito por pessoas que apoiam a Assespp. Os voluntários contribuem no desenvolvimento esportivo de pessoas com deficiências. É o bom trabalho gratuito feito por profissionais, como nutricionistas, personal trainer, médicos, administradores, entre outras pessoas que contribui para a conquista de medalhas como no Pan-Americano Universitário.

