sábado, 11 abril , 2026

Entrevista – Geovânia de Sá, Deputada Federal

“Estamos trabalhando para que o Sul do Estado possa ter as obras de infraestrutura e o respeito que tanto precisamos”

A deputada assumiu a cadeira na Câmara dos Deputados após a saída de Carmem Zanotto, se destacando por sua atuação firme em prol do desenvolvimento de Santa Catarina e do Sul do Estado. Nos últimos quatro anos, Geovânia trabalhou intensamente por importantes obras de infraestrutura, buscando melhorias na mobilidade e na segurança viária. Além disso, é uma voz ativa na defesa da vida e dos princípios cristãos, pautando sua trajetória na proteção da família e na garantia de direitos fundamentais.

Pelo Estado – Deputada, qual é a sua posição sobre a legalização do aborto no Brasil?
Geovânia de Sá – Como deputada de direita e cristã, defendo a vida desde a concepção. Acredito que o Estado deve proteger tanto a mãe quanto o bebê, oferecendo apoio para gestantes em situação de vulnerabilidade. O aborto não deve ser tratado como solução para problemas sociais, mas sim como uma questão de respeito à dignidade humana. Precisamos investir mais em políticas de assistência às mães, educação e acesso à saúde para garantir o bem-estar de todas as mulheres e crianças.

Pelo Estado – A senhora propôs o PL do Luto Materno, que prevê apoio psicológico para mães que perderam seus bebês. Por que esse suporte é fundamental?
Geovânia de Sá – O luto materno é uma dor devastadora, e muitas mães não recebem o suporte necessário para lidar com essa perda. O apoio psicológico é fundamental para ajudar essas mulheres a processar o luto de maneira saudável, evitando traumas ainda maiores, como depressão e ansiedade severa. Além disso, estendemos esse suporte às famílias, pois a dor da perda de um bebê afeta não apenas a mãe, mas também o pai e outros familiares próximos. Precisamos garantir que essas pessoas recebam acolhimento e acompanhamento profissional para que possam seguir em frente com dignidade e amparo.

Pelo Estado – A senhora tem sido uma forte defensora dos pescadores catarinenses. O que motivou sua luta pelo aumento da cota da pesca da tainha?
Geovânia de Sá – A motivação vem de um compromisso profundo com a classe pesqueira de Santa Catarina, que é a base de uma cultura tradicional e da economia local. A pesca da tainha é vital para muitos pescadores, que dependem dela para o sustento de suas famílias. Infelizmente, a distribuição das cotas nem sempre é justa, o que prejudica aqueles que realmente dependem da pesca para viver. O que buscamos agora é garantir uma divisão mais equitativa e que respeite as realidades de quem está diretamente envolvido na atividade. O uso das redes de emalhe anilhado, que é o método de pesca mais tradicional e sustentável para muitos pescadores, merece uma atenção especial.

Pelo Estado – O que essa reunião em Brasília com o Ministro da AGU significa para as 50 mil famílias que dependem diretamente dessa revisão da demarcação?
Geovânia de Sá – Essa reunião representa uma vitória para todas as famílias que estão lutando há anos para proteger suas terras e garantir o sustento de suas vidas. Cada passo dado aqui é uma prova de que estamos sendo ouvidos e que nossas reivindicações são justas. A revisão da demarcação impacta diretamente 50 mil famílias, que, muitas vezes, estão sendo desconsideradas em decisões tomadas sem uma análise mais profunda dos impactos reais. Hoje, deixamos claro que não vamos desistir até que a justiça seja feita e que essas famílias, que tanto contribuem para a nossa economia e cultura, sejam devidamente respeitadas e protegidas.

Pelo Estado – O que a senhora pretende cobrar da ANTT e da CCR ViaCosteira para melhorar a situação nas rodovias?
Geovânia de Sá – A nossa principal cobrança será por medidas efetivas que tragam resultados imediatos para melhorar a fluidez do tráfego e evitar novas retenções. Acredito que é fundamental que a CCR ViaCosteira continue adotando as medidas de contingência, mas, ao mesmo tempo, seja mais eficiente na gestão das obras e na organização das praças de pedágio. A transparência sobre as ações tomadas e a agilidade nas respostas também são essenciais, pois, em momentos de pico de tráfego, precisamos de uma coordenação entre todas as partes envolvidas para garantir que o sistema funcione da melhor maneira possível. Continuarei acompanhando e cobrando ações concretas para que a população e os motoristas que transitam pela BR-101 possam ter mais segurança e menos transtornos no dia a dia.

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