O Ministério das Relações Exteriores confirmou ao Correio, nesta sexta-feira (9/8), que o governo dos Estados Unidos da América (EUA) concedeu agrément – que é um acordo para receber membros de uma missão diplomática de um país estrangeiro – ao deputado Eduardo Bolsonaro (PSL/SP), filho do presidente Jair Bolsonaro, como embaixador brasileiro em Washington.
Com a aprovação dos EUA, a próxima etapa formal do processo deve ser a indicação do presidente através do Diário Oficial da União (DOU). O chefe do Palácio do Planalto já tinha adiantado, nessa quinta-feira (8/8), que a indicação seria formalizada depois que o governo recebesse o aval. Em seguida, a designação ainda deverá ser submetida à apreciação do Senado Federal.
Como o Correio mostrou quando o governo brasileiro fez o pedido ao governo norte-americano, geralmente o processo de agrément é mantido sob sigilo até que o governo do país de destino do candidato a embaixador aceite a indicação. A atitude de Bolsonaro de falar abertamente sobre o tema foi vista como uma quebra de protocolo.
Nesta sexta-feira (9), Bolsonaro falou que o pedido foi aceito e respondido de punho próprio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “(O agréement) veio com um texto diferente. Fico muito feliz aí e tenho certeza que os laços de amizade serão potencializados”, declarou Bolsonaro, explicando em seguida o que quis dizer com “diferente”. “(Veio com) linguajar pessoal do presidente. Pessoal, do próprio punho do Trump. Se ele autorizar, eu passo para vocês (imprensa)”, afirmou.
O cargo de embaixador do Brasil nos Estados Unidos está vago desde abril, quando o chanceler Ernesto Araújo removeu o diplomata Sérgio Amaral do posto. O diplomata Nestor Foster era considerado o favorito para substituí-lo até o presidente da República decidir indicar o próprio filho.
Foto: Paola De Orte/Agência Brasil

