Wagner da Silva
São Ludgero
As pessoas envelhecem intelectualmente e fisicamente quando se fecham para o mundo e acreditam que a vida tem data para acabar. Mas para toda regra, há exceções. As jovens senhoras Zuleide Souza Lembeck, 66 anos, e Lúcia Hobold Schlickmann, 74 anos, são dois exemplos que devem ser observados por pessoas de todas as idades.
A dupla é apaixonada pela prática de exercícios e são modelos para muitos jovens preguiçosos e sedentários. Todos os dias as duas acordam às 5h30min para caminhar, andar de bicicleta ou ir à academia. O horário foi escolhido devido a vida agitada e a agenda cheia durante o dia.
E a vida delas é bem corrida mesmo: Zuleide é casada, tem quatro filhos, 12 netos e três bisnetos. Já Lúcia é viúva e tem 15 filhos, 48 netos e seis bisnetos. E sempre tem alguém precisando de alguma coisa!
As duas esbanjam saúde. Zuleide começou a frequentar a academia por orientação médica. “Eu tinha o estômago saltado e o médico sugeriu fazer academia. Comecei e gostei tanto que até comprei um equipamento para instalar em casa”, explica.
Já Lúcia confessa: é viciadona na academia, local que ela frequenta três vezes por semana. “A academia é uma droga do bem. Também comprei um aparelho para instalar em casa e não perder o pique”, revela, aos risos.
Dificuldade
O início da mudança de hábito das jovens senhoras Zuleide Souza Lembeck, 66 anos, e Lúcia Hobold Schlickmann, 74 anos, não foi bem um mar de rosas. “Não adianta dizer que é fácil iniciar nos exercícios físicos porque não é bem assim. É preciso persistência e força de vontade”, ensina Lúcia.
A proprietária da academia frequentada pela dupla, a professora de educação física Jaqueline Bruning, explica que individualmente todos têm limitações e isso é preciso ser analisado e respeitado.
Por isso ela dá a melhor dica: para frequentar a academia, a pessoa precisa, antes, consultar-se com seu médico. “Somente um profissional vai poder garantir se está tudo bem e que tipos de exercício a pessoa pode fazer”, recomenda.

