Rafael Andrade
Tubarão
Até as 11 horas desta segunda-feira, seis dos 12 detentos que fugiram do Presídio Regional de Tubarão no domingo à tarde, no horário de visitas, haviam sido recapturados. Três foram encontrados nas proximidades da própria unidade prisional em um banhado, na divisa dos bairros Humaitá de Cima e São João.
Os outros três foragidos recapturados também foram localizados em comunidades próximas. “Eles não têm para onde fugir. As polícias Militar e a Civil estão na ‘cola’ dos fujões. É uma questão de dias para voltarem ao presídio”, acredita o diretor Décio Paquelin.
Ainda na noite da fuga, policiais civis revistaram alguns moradores de rua sob as pontes Dilney Chaves Cabral, Nereu Ramos e Heriberto Hülse, no centro. “Desconfiamos de algumas pessoas que circulavam em atitude suspeita e pareciam estar se escondendo. Fizemos os procedimentos, mas não eram aqueles da lista de fugitivos”, explica Walker Mendes Cardoso, investigador da Central de Operações Policiais (COP) de Tubarão.
Sem ter para onde ir, com fome, sede e sujos, os seis homens que ainda estão na rua podem ser encontrados a qualquer momento. “Eles são da cidade e não podem voltar para casa, pois temos os seus endereços e vamos achá-los”, avisa Paquelin.
Mutirão da OAB
Nesta segunda-feira, membros da 6ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Tubarão estiveram no Presídio Regional de Tubarão para tomar ciência de quem fugiu domingo. No mutirão realizado por seis advogados criminalistas em março, alguns estudantes de direito da Unisul também auxiliaram na ação dos juristas. Cópias do relatório elaborado pelos advogados foram entregues ao juiz corregedor do presídio, Elleston Canali, na última quinta-feira, e não ao juizado criminal, como foi divulgado na edição do Notisul desta segunda.