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Sabe quando uma frase, um tom de voz ou até um silêncio provocam uma reação intensa de ansiedade, raiva ou tristeza, aparentemente desproporcional? Isso é um gatilho emocional. Ele surge quando o presente toca em experiências antigas que ainda não foram totalmente resolvidas.
Segundo a psicóloga Rosa Maria Jaworski, o cérebro aprende a reagir rápido como forma de proteção. O problema é que, muitas vezes, o corpo reage como se o perigo ainda existisse, mesmo quando a situação atual é diferente. Reconhecer esse mecanismo é o primeiro passo para desenvolver respostas mais conscientes e saudáveis às emoções.
Por que os gatilhos são tão poderosos?
Memórias emocionais ficam registradas com mais força do que fatos neutros. Por isso, situações atuais podem ativar emoções do passado, mesmo quando não existe uma ameaça concreta. O corpo reage como se estivesse vivendo a mesma dor de antes.
Esse mecanismo não é falha de caráter, é aprendizado emocional.
Exemplos comuns de gatilhos emocionais
Alguns padrões são bastante frequentes no dia a dia:
Críticas → ativam a sensação de inadequação
Distanciamento → desperta medo de abandono
Conflitos → acionam vontade de fugir ou atacar
Quando o gatilho é ativado, a reação costuma ser automática, rápida e intensa.
O que a psicologia ensina sobre lidar com gatilhos
Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), o trabalho envolve diferenciar o que está acontecendo agora do que está sendo lembrado emocionalmente. Já na Terapia do Esquema, o foco é identificar a ferida emocional por trás do gatilho e fortalecer respostas mais conscientes.
O objetivo não é eliminar emoções, mas reduzir a reação automática e ampliar a capacidade de escolha.
Ter gatilhos não é fraqueza
Ter gatilhos emocionais não significa fragilidade. Pelo contrário: é um sinal de que existe algo pedindo cuidado, não julgamento. Quando você entende seus gatilhos, deixa de reagir no impulso e começa a responder com mais consciência.
Isso transforma relações, decisões e a forma como você lida com conflitos.
Reflexão final
Qual situação hoje mais te desestabiliza emocionalmente?
Essa resposta pode ser o primeiro passo para entender o que precisa de atenção.
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Cuidar da sua saúde emocional é um passo importante, e você não precisa fazer isso sozinho(a).

