Zahyra Mattar
Tubarão
Um projeto aprovado pelo senado reacendeu a polêmica em torno da famosa “taxa” de 10% paga sobre o total consumido em bares ou restaurantes. A matéria ainda precisa passar pela câmara, mas, se aprovada, quem pedir a conta entre 23 e 6 horas poderá ter que desembolsar 20% do total consumido.
Quem paga argumenta que é válido quando o atendimento é bom. Já outros, consideram um abuso. Por conta disso, a “taxa” não é obrigatória. E mesmo que ocorra de subir para 20% continuará desta maneira: paga quem quer.
“O correto é o consumidor, se desejar, dar a gorjeta para o garçom e não para o restaurante. Além disso, o fato de ser uma alternativa e não uma obrigação estimula o consumidor a mimar o garçom, não para ser bem atendido, mas para agradecer por ter sido bem servido”, ensina a presidenta da Associação das Donas de Casa e Consumidores (Adocon) de Tubarão, Reneuza Martinho Borba.
Em Tubarão, a maioria dos estabelecimentos comunica, ou em placas ou no menu, que os 10% serão cobrados e o cliente tem a opção de escolher. Um bom exemplo é no restaurante Masolino. “Independente se o cliente paga ou não os 10%, o atendimento no meu estabelecimento é o mesmo. A gorjeta sempre deve ser optativa. Agora, este aumento para 20% deve ser repensado”, avalia o proprietário João Marcelino de Carvalho.
O que é permitido hoje
Bares e restaurantes devem repassar integralmente os 10% ao garçom, e o cliente não é obrigado apagar. Antes, o percentual era de 7% para o garçom e o restante ficava para o empregador.

