Karen Novochadlo
Tubarão
Nenhuma proposta foi apresentada aos professores municipais de Tubarão, que estão há 11 dias em greve. O secretário de educação da prefeitura, Felipe Felisbino, prefere colocar no papel todos os possíveis cortes e gastos da pasta, para depois formalizar uma oferta de plano de carreira aos servidores.
O secretário comunicou esta decisão ontem, em uma reunião entre representantes da prefeitura e do Sindicato dos Trabalhadores na Área da Educação da Rede Municipal de Tubarão (Sintermut). E depois, em uma assembleia da categoria, a maioria optou pela continuidade da greve.
“Pedimos que os professores ficassem em estado de greve até que nos apresentássemos a proposta, mas eles recusaram”, revelou Felipe. Hoje, os funcionários da secretaria terminam de contabilizar os gastos. Uma reunião com o prefeito Manoel Bertoncini (PSDB) será realizada. Entre as alternativas, está a redução do número de professores ACTs.
O secretário não forneceu uma data para apresentação da proposta. Mas tudo indica que até a próxima semana os professores tenham este documento em mãos.
Hoje, será realizada uma passeata às 14 horas, com início em frente à Igreja Santa Terezinha, no bairro Passagem, em direção ao centro da cidade. É possível que uma nova assembleia seja realizada na segunda-feira, caso seja apresentada uma proposta hoje. Os professores reivindicam um plano de carreira e pagamento do piso nacional (R$ 1.187,00) como salário inicial.
Professores estaduais mantêm paralisação
O governador Raimundo Colombo avalia a contra-proposta entregue por representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte), ontem, em Florianópolis. A categoria está em greve há 24 dias. Mais de 70% dos professores estão de braços cruzados.
No documento, os professores solicitaram a implantação do piso salarial nacional na carreira de forma parcelada até dezembro. Também querem a manutenção da tabela salarial, a incorporação dos prêmios educar, jubilar e de assiduidade (o que o governo aceitou) e a manutenção de todas as gratificações do plano de carreira do magistério.
A contra-proposta foi uma resposta ao governo, que pediu que os professores, em 24 horas, enviassem um documento com a tabela salarial que eles queriam. Se isto não fosse feito, seria dado prosseguimento à medida provisória, enviada à assembleia legislativa. Este projeto de lei provoca um achatamento na tabela salarial dos professores.
A reivindicação dos educadores é simples: o pagamento do piso nacional (R$ 1.187,00) dentro do plano de carreira. Mas terá custos aos cofres públicos.
Reivindicações
♦ Anistia das faltas da greve de 2008 e outras mobilizações a partir de 2007.
♦ Formação de um grupo de trabalho entre governo e Sinte para a discussão, em um prazo de 60 dias, da revisão da Lei dos ACTs, eleição direta para diretores de escola, reajuste do piso para o próximo ano, realização de um concurso público.
♦ Quanto à tabela salarial, pedem a implantação do piso nacional na carreira, de forma parcelada. Também solicitam a manutenção de todas as gratificações do plano de carreira do magistério e a incorporação dos valores dos prêmios Educar, Jubilar e Assiduidade no salário.

