Rafael Andrade
Tubarão
Os 46 guardas municipais de Tubarão aguardam ansiosos pela liberação do armamento. A lei de criação da GMT previa a não utilização de arma de fogo pelos profissionais, no entanto, com o notório aumento da criminalidade na cidade, poderá ser alterada.
O comandante da GMT, Adailton Livramento, reforça que é necessário maior atenção à categoria. “Precisamos de armas para atender o cidadão com maior segurança, inclusive, para preservar a vida de cada agente”, justifica Adailton. Um ofício solicitando a modificação da lei de criação da GMT já foi encaminhado ao prefeito Manoel Bertoncini, há algumas semanas, ainda sem resposta.
A procuradora jurídica da prefeitura, Letícia Bianchini, explica que procedimentos são necessários para dar continuidade ao processo. “É possível, sim, esta alteração. O documento enviado pela Guarda está na administração e será mostrado ao prefeito a qualquer momento. Após a análise e a possível autorização da alteração da lei, o processo vai para a câmara de vereadores”, detalha Letícia.
Alguns guardas já se propuseram a comprar as suas próprias armas – uma pistola PT 380 – no valor aproximado de R$ 2 mil cada. No entanto, a prefeitura teria que arcar com os demais armamentos e coletes à prova de balas. “Será um custo perto de R$ 150 mil. Quem sairá ganhando será o cidadão, que se sentirá mais seguro com a presença de guardas armados”, reforça Adailton.

