sábado, 18 julho , 2026

Haddad diz que tarifaço dos EUA prejudicou população norte-americana

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (7) que o tarifaço imposto pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros acabou prejudicando mais os consumidores americanos do que beneficiando o país. Segundo ele, o Brasil tem “os melhores argumentos econômicos” para reverter as medidas junto ao governo norte-americano.

“O povo dos Estados Unidos está sofrendo com o tarifaço. Eles estão com o café da manhã mais caro, pagando mais caro pelo café e pela carne. E vão deixar de ter acesso a produtos brasileiros de alta qualidade”, disse Haddad durante o programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Entre os produtos atingidos pelas tarifas estão café, frutas e carnes.

Brasil aposta em diplomacia econômica

Haddad destacou que, nas negociações, o país apresentará dados que demonstram que os EUA têm superávit comercial em relação ao Brasil, além de grandes oportunidades de investimento em setores como energia limpa, terras raras e transformação ecológica.

Segundo o ministro, a política tarifária americana é um equívoco “baseado mais em desinformação do que em fatos”. Ele reforçou a confiança na diplomacia brasileira e na estratégia adotada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para conduzir o diálogo.

Conversa entre Lula e Trump

Na segunda-feira (6), Lula conversou por videoconferência com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por cerca de 30 minutos. O brasileiro pediu a retirada da sobretaxa de 40% aplicada a produtos brasileiros e o fim de restrições contra autoridades nacionais.

Trump designou o secretário de Estado Marco Rubio para dar continuidade às negociações e trocou contatos diretos com Lula, com quem deve se reunir pessoalmente em breve.

Entenda o tarifaço

A medida faz parte da nova política comercial da Casa Branca, implementada por Trump, que busca elevar tarifas sobre países parceiros para reverter a perda de competitividade frente à China.

Em abril, os EUA impuseram uma taxa inicial de 10% ao Brasil, mas em agosto o valor subiu para 40%, em retaliação a decisões brasileiras que, segundo Trump, prejudicariam empresas de tecnologia americanas.

Haddad também afirmou que grupos de extrema direita brasileiros têm contribuído para desinformar o governo americano sobre a situação política do país. “Está claro para o mundo que o Brasil segue plenamente o Estado Democrático de Direito”, concluiu o ministro.

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