Carolina Carradore
Tubarão
A eleição da nova diretoria da Cooperativa de Geração e de Distribuição de Energia Elétrica de Armazém (Cooperzém) segue indefinida. O pleito seria realizado neste sábado em Armazém, São Martinho e São Bonifácio, mas foi cancelado por uma determinação do juiz Sergio Renato Domingos, da comarca de Armazém.
O magistrado aceitou os argumentos da chapa 2, que apontou supostas irregularidades na documentação de inscrição e registro da chapa 1, liderada pelo atual presidente Gabriel Bianchetti.
A decisão saiu praticamente minutos antes da votação iniciar. Inclusive, muitos associados chegaram a ir até as urnas. “Não conseguimos avisar todo mundo. Algumas pessoas descolaram-se para Armazém somente para votar e ficaram decepcionadas. Agora o jeito é aguardamos a nova data que será determinada pela justiça”, lamenta o candidato à reeleição Gabriel Bianchetti.
Segundo a liminar, entre as irregularidades encontradas estão documentos com data rasurada e suspeita de assinatura falsa e falta de requerimento e recibo de encaminhamento de registro de chapa. A briga entre as duas chapas vem de longa data.
A oposição conseguiu na justiça o direito de obter documentos relativos ao processo eleitoral. “Além da liminar, conseguimos uma medida cautelar também no sábado, dia da eleição, já que inúmeros sócios estavam impedidos de votar pela atual administração da cooperativa, mesmo estando rigorosamente em dia com suas contas de energia”, pontua o candidato da chapa 2, João Machado.

