A infestação de maruim em Ilhota, no Vale do Itajaí (SC), tem alterado a rotina de moradores, que enfrentam dificuldades para sair de casa devido à grande quantidade de insetos. O problema ocorre há meses e atinge principalmente a região do Braço do Baú, conforme a prefeitura.
Com cerca de 17 mil habitantes, o município enfrenta limitações no controle do mosquito, cuja picada provoca irritação intensa na pele, coceira e pode transmitir doenças como a Febre do Oropouche.
Rotina impactada pelo avanço do inseto
Nas áreas mais afetadas, moradores mantêm portas e janelas fechadas durante grande parte do dia. O uso de ventiladores se tornou alternativa para reduzir o contato com os insetos, especialmente em períodos de calor.
A necessidade de proteção constante, com roupas que cobrem a maior parte do corpo, também passou a fazer parte da rotina, mesmo em dias de temperaturas elevadas.
O cenário tem gerado restrições ao uso de áreas externas das residências e dificultado atividades cotidianas.
Falta de solução eficaz dificulta controle
De acordo com a prefeitura, não há atualmente um produto específico com eficácia comprovada para o combate ao maruim. Isso limita as ações de controle e contribui para a continuidade da infestação.
O município informou que utiliza larvicidas biológicos para outros tipos de mosquito, mas esses produtos não apresentam o mesmo efeito sobre o maruim.
Situações semelhantes já foram registradas em cidades próximas, como Luiz Alves, indicando que o problema pode atingir diferentes regiões.
Impactos na saúde e qualidade de vida
Além do desconforto causado pelas picadas, a infestação tem impactado diretamente a qualidade de vida dos moradores. A dificuldade de permanecer em ambientes externos e a necessidade de isolamento dentro de casa estão entre os principais efeitos relatados.
Em alguns casos, a situação também interfere em recomendações médicas simples, como a exposição ao sol e a realização de atividades ao ar livre.
Riscos e transmissão de doenças
Especialistas explicam que apenas as fêmeas do maruim picam, pois necessitam de sangue para a produção de ovos.
As picadas provocam irritação na pele, com sensação de ardência e coceira. Em situações de grande concentração do inseto, há também risco de transmissão de patógenos.
Em humanos, o principal risco é a Febre do Oropouche, doença que pode ser confundida com a dengue. Entre os sintomas estão:
- Febre
- Dor nas articulações
- Mal-estar geral
Em animais, especialmente na pecuária, o mosquito também pode estar associado à transmissão de doenças.

