
Eduardo Zabot
Tubarão
Representantes do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Tubarão e Complexo Lagunar realizaram uma reunião para esclarecer sobre os estudos ambientais da obra de redragagem do Rio Tubarão. Para o secretário executivo do Comitê, Francisco Beltrame, o projeto de dragagem e o licenciamento ambiental devem caminhar juntos.
“Esse encontro foi muito bom, porque conseguimos expor nossas preocupações e formamos uma comissão técnica que vai acompanhar todo o andamento dos projetos”, revela Beltrame. A Associação dos Municípios da Região de Laguna (Amurel) encaminhará, em conjunto com a SDR em Tubarão, um agendamento com a secretaria de desenvolvimento sustentável (SDS) do estado para apresentar as necessidades da região.
O presidente da colônia de pescadores Z-14, de Laguna, Antônio Manoel de Souza, apresentou a preocupação do fim da pesca após a realização da obra. “A altura e profundidade do canal é baixa, por isso, queremos a redragagem até a boca do rio no canal da barra. Se isso não ocorrer, a água doce vai invadir as lagoas e os peixes vão embora”, explica.
O engenheiro da SDS, Cleiton Guedes, já existe um termo de referência que vai elaborar as diretrizes para licitar o licenciamento ambiental. “Nós vamos levar as preocupações do comitê para o diretor da secretaria. Mas posso adiantar que esse processo não ficará mais na SDS, o governo vai encaminhar para outro setor”, declara.
Prefeitura teme a instabilidade das margens do rio
Na reunião do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Tubarão e Complexo Lagunar que ocorreu na Amurel, o prefeito Olavio Falchetti (PT) mostrou preocupação sobre a dragagem no centro da cidade. Segundo o secretário de defesa civil, Rafael Marques, que participou do encontro, existe um receio com a instabilidade das margens do rio.
“Nós defendemos que a dragagem deve ser feita até a barra do canal, mas entendemos que é preciso manter a calha do rio no centro da cidade, isso pode prejudicar as margens e haver instabilidade do solo”, ressalta.
Essas preocupações serão avaliadas por meio de estudos que são feitos pela empresa Prosul, que elabora o projeto de redragagem.
Sensor de monitoramento poderá ser instalado até amanhã
A construção do abrigo para uma das estações hidrometeorológicas de Tubarão está pronta e aguarda apenas a colocação de portão para segurança do equipamento.
Ao todo, o município terá três equipamentos. Dois farão parte de uma rede de monitoramento da Agência Nacional de Águas (ANA). O outro integrará a Rede do Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina (Ciram).
Este primeiro abrigo fica às margens do rio, próximo da ponte Orlando Francalacci (do exército), no bairro Aeroporto. A estação hidrometeorológica que ficará neste ponto medirá a quantidade de chuva e o nível do manancial.
Um suporte metálico foi instalado ontem na ponte. O equipamento servirá para a colocação de um sensor de radar que fará as medições do nível. A previsão é que o sensor seja instalado amanhã.
Uma equipe do Ciram/Epagri virá a Tubarão para fazer a instalação dos equipamentos. Assim que a estação começar a funcionar, já passará a transmitir os dados para a ANA, em Brasília.
O suporte ficará na ponte Orlando Francalacci e vai sustentar o sensor que emitirá dados para o abrigo da estação hidrometeorológica