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Suspensão é fruto da falta de estrutura

Apenas casos de emergência e urgência, como os levados até o HNSC pelos bombeiros e equipes do Samu, são atendidos. Situações que não acarretam risco devem ser levadas aos postos de saúde da rede municipal de Tubarão ou do município onde a pessoa reside
Apenas casos de emergência e urgência, como os levados até o HNSC pelos bombeiros e equipes do Samu, são atendidos. Situações que não acarretam risco devem ser levadas aos postos de saúde da rede municipal de Tubarão ou do município onde a pessoa reside

Tubarão

 

O único motivo que levou a direção do Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), em Tubarão, a suspender os atendimentos ambulatoriais, no setor de emergência, foi a demanda. A manobra não tem qualquer ligação com questões financeiras, como a falta de pagamento dos convênios firmados, por exemplo. A questão é que a quantidade de pessoas doentes é tamanha que não há mais espaço no hospital.
 
Desde o dia da suspensão, a unidade trabalha com lotação máxima. Acima disso, na verdade. Conforme o Notisul trouxe na edição do fim de semana passado, a demanda era tão grande que havia pacientes nos corredores à espera de leitos.
 
Isto, somado ao fato de que a maioria dos casos da emergência não é grave, fez com que a direção do hospital tomasse uma medida drástica na sexta-feira passada: fechasse o setor para as situação ambulatoriais, que podem – e devem – ser tratadas nas unidades da rede municipal de saúde.
 
A emergência recebia, até então, pelo menos 300 pacientes por dia. Cerca de 90% dos casos era de situações que devem ser resolvidas nos postos de saúde. Hoje, a demanda é de até 100 casos por dia, todos urgências e emergências.
 
“Para nós, é sofrido ter que mandar a pessoa embora, mas não temos mais condições de atendê-las. Não adianta mais nem esperar na porta do hospital. Não serão mais recebidos casos ambulatoriais”, reforça a diretora-geral do HNSC, irmã Jacira dos Santos.
 
Convênios
A grande dificuldade do Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), em Tubarão, é fechar parcerias com as prefeituras da região que enviam pacientes à unidade para a manutenção de seus serviços. 
Apesar disso, a diretora-geral do HNSC, irmã Jacira dos Santos, é categórica: a suspensão dos atendimentos ambulatoriais no setor de emergência não tem relação com a falta de recursos financeiros através de convênios. 
Neste ano, nenhum convênio deste tipo foi firmado. Até 2012, anualmente a prefeitura de Tubarão possuía três parcerias firmadas com o HNSC (veja quais são no quadro).
Após a troca na gestão, nenhum dos convênios foi renovado e parceria para a auxílio à emergência foi paga somente até fevereiro. Com isso, o salário dos dois médicos plantonistas do setor, antes quitado com recursos de convênio, agora está sob responsabilidade do hospital. 
Além de ajudar a manter os médicos plantonistas, o recurso também era aplicado no pagamento da hora/plantão e do quadro funcional especializado. Hoje, estes encargos também são arcados pelo HNSC, o que acarreta ainda mais prejuízo à instituição.
 
Os convênios de 2012
• Auxílio para a epidemiologia
Valor: R$ 18 mil por ano
Esse recurso, oriundo da União e repassado aos municípios, é destinado ao custeio da vigilância epidemiológica hospitalar. É um programa de incentivo aos hospitais de referência pelo Sistema de Vigilância Epidemiológica.
 
Auxílio para atendimento no setor de emergência
Valor: R$ 312 mil por ano
Recurso destinado ao atendimento dos cidadãos de Tubarão no setor de emergência aos fins de semana e feriados, e durante a semana, fora do horário de funcionamento dos postos de saúde.
 
• Auxílio manutenção do setor de emergência
Valor: R$ 420 mil por ano
Recurso destinado para auxiliar na manutenção do setor de emergência, utilizado para o pagamento de mais um médico plantonista.
 
AIHs
Hoje, o Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC) possui 942 laudos pendentes de Autorizações de Internação Hospitalar (AIHs). Esses documentos são do período de 30 de janeiro a 30 de abril deste ano, e pertencem a Tubarão, outros municípios da região e do sul catarinense, de outras regiões de Santa Catarina e até mesmo de outros estados. Esta quantidade de AIHs representa uma soma de aproximadamente R$ 1,5 milhão. Essas dívidas públicas são referentes às gestões anteriores e também às atuais.
 
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