Frase: “Melhor é o longânimo do que o valente, e o que governa o seu espírito do que aquele que toma uma cidade”. Fonte: Bíblia Sagrada: livro de provérbios, capítulo 16 e o verso 32.
Terça-feira, dia 20 de dezembro de 2011, o centro de Tubarão proporcionava a todos um clima de festa. Anjos brancos e arvores de Natal decoravam todo o centro, proporcionando aos tubaronenses um clima agradável e que anunciava a chegada do Natal dentro dos próximos cincos dias. Dentre todos os expectadores, encontrávamos ali pais com os seus rebentos, adolescentes, jovens, adultos e idosos num clima totalmente festivo. O comércio, em horário especial de Natal, aguardava com um sorriso ‘no rosto’ os clientes para as compras. Enquanto outros preferiam passear pelo calçadão e se refrescavam tomando um bom sorvete mesmo depois do pôr do sol.
Mas, de repente, alguém resolveu quebrar todo aquele encanto. E, num estalo de dedo, um set de filmagem de filme de ação foi montado no centro da Praça 7 de Setembro. Onde houve um desentendimento entre um servidor público municipal (guarda municipal) e um munícipe que estava ali também trabalhando. Todos então puderam perceber que a praça, enfeitada pelos símbolos do Natal, perdera por alguns instantes, todo o encanto de Natal, para dar lugar a momentos mal assombrados.
Tubarão foi mais uma vez invadido pelas chamas da violência em plena véspera de Natal e Ano-Novo. E, para proporcionar este nefasto espetáculo, ela, a violência, bastou apenas fazer uma coisa: despertar o sentimento de ira em duas pobres almas. Após, então, o infeliz resultado onde as áreas atingidas foram as sociais, físicas, religiosas e materiais, e não posso deixar de mencionar o mau exemplo deixado por.
Como diz um ditado popular: depois da guerra vem a bonança e os furiosos protagonistas com certeza já se arrependeram pelo mau exemplo que deixaram para adolescentes e jovens. Acredito que ambos devem estar neste momento se autoanalisando e buscando o perdão de seus pecados. Agora, procura-se saber quem estava errado. A intenção está correta. Afinal, estamos tratando de dois cidadãos, duas almas que merecem também os respeitos da lei e o restabelecimento moral, digno e principalmente, o exemplar para enriquecer nossa sociedade.
Mas, afinal, quem errou? O guarda ou o vendedor de lanches? Muito bem. Estamos vivendo em um período em que os valores morais e espirituais não são mais importantes na sociedade em que vivemos. Talvez, ir à igreja orar ou rezar, perdoar e ser perdoado deixou de ser também importante na vida de muita gente. Talvez, os valores materiais sufocaram ou ainda quem sabe sufocam os ricos valores do caráter. Mesmo que estejamos atravessando os bons momentos que as festas de fim de ano nos proporcionam, não é hora de sacar as armas e procurar contendas. É hora de paz. É hora de olhar para cima e procurar enxergar Deus, que está olhando tudo que estamos fazendo embaixo do sol. É hora de confraternização, e não troca de socos e pontapés. É hora de olharmos para o necessitado e oferecer a ele pão e água. É hora de trocarmos sorrisos uns com os outros. É hora de gratidão, e não de ira ou raiva. É hora de estender as mãos ao pobre, órfãos e viúvas.
Se soubéssemos o quanto nós deixamos o Papai do Céu triste com as nossas más ações… Então, muita coisa deve ser repensada. Pensar muito antes de ofender ou atacar. Não vamos permitir que uma farda e uma arma venham ter domínio sobre nós. Porque, se você insistir por este atalho, então você estará contribuindo para o crescimento da violência. Por outro lado, não devemos abusar das autoridades e, muito menos, desrespeitá-las. Então, naqueles momentos em que você vai ser tentado e testado, procure agir como um sábio: busque o equilíbrio. Somente desta maneira é que evitaremos as guerras.
Lembre-se: “Não te apresses no teu espírito a irar-te, porque a ira abriga-se no seio dos tolos” – Livro de Eclesiastes, capítulo 7 e verso nove. Então, eis que chegou a hora de todos juntos orarmos, em uma só voz e um só coro, a oração que ele nos ensinou: “Pai nosso, que estás no céu…”.
Um ano de cheio de paz e amor!

