Publicada às 11h42min
A nova linha oferecida aos consumidores que usarem o rotativo do cartão de crédito além de 30 dias vai custar acima dos 154% cobrados, em média, no crédito parcelado hoje existente no cartão. A razão para isso, apontam executivos de bancos, é o risco de crédito do tomador, bem superior ao daquele cliente que hoje utiliza o parcelamento dos juros no cartão.
Os maiores bancos, no entanto, ainda não fecharam as taxas e, cautelosos em não frustrar a expectativa anunciada pelo governo, executivos da área de cartões dizem os preços das linhas que tenderão a se aproximar. Para um executivo de um grande banco, taxas muito acima do parcelado atual serão “casos pontuais”. A visão, no entanto, não é ponto pacífico.
A partir de 3 de abril, quem usa o rotativo do cartão – ou seja, quem paga algo acima de 15% e abaixo de 100% da fatura – e que costuma lançar mão desse expediente por um período acima de 30 dias, terá como alternativa quitar o débito ou aceitar uma linha parcelada a ser oferecida pelo banco, como determina a nova regulamentação. Fora desses dois casos, o consumidor será considerado inadimplente.

