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Licitação pode ser refeita

Pavimentação da Serra do Corvo Branco e do trecho até Grão-Pará impactará diretamente na economia da região. É pela SC-370 que muitos empreendedores escoam sua produção. Foto: Jaqueline Noceti/Secom/Notisul
Pavimentação da Serra do Corvo Branco e do trecho até Grão-Pará impactará diretamente na economia da região. É pela SC-370 que muitos empreendedores escoam sua produção. Foto: Jaqueline Noceti/Secom/Notisul

Zahyra Mattar
Grão-Pará

Existe a possibilidade de a licitação do segmento 2 da pavimentação da SC-370 (antiga-439), que compreende o asfaltamento da Serra do Corvo Branco, seja refeita. Ontem, a comissão de licitação do Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra) fez a abertura dos envelopes com as propostas de preço. Os valores apresentados pelas duas empresas habilitadas ficou maior do que orçado.

A Construtora Espaço Aberto lançou uma proposta de R$ 33.402 milhões. Já a Sul Catarinense apresentou um montante de R$ 36.252 milhões. Porém, a licitação tinha o preço máximo de R$ 29.691.205,05.
Agora, a comissão do Deinfra fará uma análise detalhada da documentação para observar se houve algum tipo de equívoco, como um erro na digitação dos valores, por exemplo.
Caso nada seja detectado, as duas empresas serão desclassificadas, a concorrência é considerada fracassada e outra é aberta. Já para o segmento 3 (da Serra até Grão-Pará), a proposta mais vantajosa foi a da Setep, no valor de R$ 39.799 milhões.

Neste caso, agora fica aberto o prazo recursal para as outras participantes. Se nada for contestado, o resultado é homologado e o certame é dado como encerrado.
Na próxima segunda-feira à tarde, serão abertas as propostas financeiras para as obras de arte especiais do segmento 3. Neste lote, é prevista a execução de três pontes. A licitação tem preço orçado de R$ 1.642.868,97. Ao todo, três empresas foram habilitadas (veja detalhes abaixo).

As licitações

Segmento 2
Trecho: São 9,292 quilômetros que compreendem a Serra do Corvo Branco (do quilômetro 96 ao quilômetro 105).
O que será feito: Execução dos trabalhos de terraplenagem, pavimentação asfáltica, drenagem, obras de arte, sinalização, obras complementares e serviços diversos.
Preço máximo: R$ 29.691.205,05.
Prazo para execução: 720 dias após a entrega da ordem de serviço.
Empresas concorrentes e habilitadas: Sul Catarinense e Construtora Espaço Aberto.

Segmento 3
Trecho: São 23,468 quilômetros entre a Serra do Corvo Branco e Grão-Pará (do quilômetro 105 ao quilômetro 129).
O que será feito: Execução dos trabalhos de terraplenagem, pavimentação asfáltica, drenagem, obras de arte, sinalização, obras complementares e serviços diversos.
Preço máximo: R$ 40.772.855,60.
Prazo para execução: 900 dias após a entrega da ordem de serviço.
Empresas concorrentes e habilitadas: Mac Engenharia; Setep; Terraplenagem Azza; CBEMI Construtora Brasileira e Mineradora, Momento Engenharia de Construção Civil; Sul Catarinense-MACBC.
Proposta de preço mais vantajosa: R$ 39.799 milhões, da Setep.

Obras de artes especiais no segmento 3
Trecho: São 23,468 quilômetros entre a Serra do Corvo Branco e Grão-Pará (do quilômetro 105 ao quilômetro 129).
O que será feito: Execução das pontes sobre o Rio Pequeno (36 metros), sobre o Rio Capivaras (24 metros) e sobre o Córrego Forcadinha Capivaras (26 metros).
Preço máximo: R$ 1.642.868,97.
Prazo para execução: 210 dias após a entrega da ordem de serviço.
Empresas habilitadas: Planecon Planejamento e Construções; Setep; Legnet Engenharia.
Empresas inabilitadas: Engedal Construtora de Obras, Araújo Construções, Abrix Construtora.
Apresentação das propostas de preço: Próxima segunda-feira, às 15h30min, na sala de licitações do Deinfra, em Florianópolis.

Fonte: Comissão Permanente de Licitações do Deinfra.

Recursos assegurados

• Os dois segmentos somam um trecho de 32,760 quilômetros. Os recursos estão garantidos dentro do PAC por Santa Catarina, lançado há pouco mais de uma semana.
• A primeira fase da obra foi inaugurada em março de 2012. Compreende 20,6 quilômetros entre a área urbana de Urubici e a Serra do Corvo Branco. O estado investiu R$ 36 milhões.

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