terça-feira, 14 abril , 2026

Lixo custa R$ 387 mil por mês à Amurel

Zahyra Mattar
Tubarão

Nem bem o dia nasce e várias equipes de empresas de coleta de lixo seguem firmes e fortes na coleta do material nas casa, comércios e outras estabelecimentos. Sacos e mais sacos acumulam-se em caminhões e depois são dispostos em um aterro. Este é o processo básico da coleta, feita em todos os municípios brasileiros. Em alguns, já existem lugares onde parte deste material é processado e entregue para empresas de reciclagem.

Os 17 municípios da Amurel fazem parte de restrito círculo de cidades no Brasil. O lixo produzido aqui segue para Laguna, onde fica o aterro sanitário da região. O local é administrado pela empresa Serrana Engenharia Ambiental, Elétrica e Civil. É o único aterro em Santa Catarina a possuir o certificado Iso-14 mil. Antes de ir para o “cemitério”, parte do lixo vai para outra empresa, a Louber, também em Laguna, onde tudo que pode ser reciclado é separado. “Nem saempre conseguimos separar todos os pacotes. As pessoas ainda não dividem o lixo em casa”, lamenta o proprietário da Louber, Itamar da Silva Mattos.

Ao todo, a Amurel produz mais de 5,5 mil toneladas de rejeitos por mês (confira a média de cada cidade no quadro abaixo). Deste valor, apenas 7% é reciclado. Cada tonelada de lixo comum (quando é misturado o reciclável com o orgânico) custa, para as prefeituras dos 17 municípios que compõem a região, R$ 70,00, conforme informação da Serrana. Para uma cidade do tamanho de Tubarão, que acumula mais de duas mil toneladas por mês, a conta é bem alta: mais de R$ 130 mil por mês.
Este dinheiro pago com os impostos dos cidadãos. No popular: todos pagam a conta.

O valor poderia ser menor se a coleta seletiva fosse ainda mais incentivada. Em Tubarão, onde a coleta de materiais é feita em diversos bairros, é possível ter uma base do quanto poderia ser economizado em dinheiro e melhorado em questões ambientais: por mês, são arrecadadas mais de 53 toneladas de lixo reciclável.
Como este tipo de material é muito mais leve, tem apenas maior volume, o peso seria bem menor, consequentemente, o valor também. A prefeitura de Tubarão gasta aproximadamente R$ 11 mil por mês com lixo reciclável. Cerca de 12 vezes menor do valor repassado para a coleta de lixo comum.

É muito lixo para pouco espaço
Município Quantidade*
São Ludgero 153,85
Treze de Maio 77,76
Santa Rosa de Lima 9,52
Rio Fortuna 13,18
Tubarão 2039,52
Braço do Norte 575,47
Jaguaruna 212,7
Imbituba 626,85
Capivari de Baixo 382,68
Imaruí 139,01
Laguna 936,85
Armazém 29,7
São Martinho 13,1
Pedras Grandes 32,62
Grão-Pará 43,95
Sangão 86,35
Gravatal 126,97

Outros estabelecimentos da região
Supermercado Giassi 9,34
Supermercado Angeloni 22,75

* A quantidade refere-se ao peso, por mês, que deve ser lido em toneladas.
Fonte: Louber.

Sobe e desce
Durante a temporada de verão (entre dezembro e fevereiro), as cidades de Laguna, Imbituba e Jaguaruna praticamente dobram a produção de lixo. Em Laguna, o peso de 936,85 toneladas por mês passa para 1.118 tonelada. Jaguaruna passa das 212,7 toneladas por mês para 407 toneladas, e Imbituba sai das 626,85 toneladas por mês para 725 toneladas. Na contramão, cidades como Tubarão têm o peso diminuído no mesmo período. Desce das 2039,52 toneladas por mês para 1.721 toneladas.

O caminho da reciclagem
Os caminhões que coletam o lixo nas casas e comércios das 17 cidades da Amurel chegam já cedinho e são pesados. Para chegar ao valor certo, é descontado um valor médio do combustível e o peso do caminhão. Depois, seguem para a Louber, onde o lixo é despejado. Uma máquina capta os pacotes que são abertos e o lixo é separado. O que é possível reciclar segue para um contêiner, onde outra equipe da empresa divide tudo: plásticos de um lado, papel de outro e assim por diante. O que não serve para a reciclagem é colocado em outro contêiner, cujo destino é o aterro sanitário da empresa Serrana Engenharia Ambiental, Elétrica e Civil, em laguna. Paralelamente, uma terceira equipe de trabalhadores encarrega-se de prensar o material reciclado em grandes fardos para ser revendido para outras empresas de processamento.

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