O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou, nesta terça-feira (14), as ameaças feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em meio à guerra contra o Irã. Em entrevistas a três veículos, Lula classificou o conflito como “inconsequente” e afirmou que o líder norte-americano não precisa “ameaçar o mundo”.
Além disso, o presidente brasileiro manifestou apoio ao papa Leão XIV, que trocou críticas recentes com Trump sobre o cenário internacional.
Lula critica postura dos Estados Unidos
Durante as entrevistas, Lula afirmou que Trump busca reforçar uma imagem de superioridade dos Estados Unidos no cenário global.
Segundo ele, a força econômica norte-americana não decorre de posturas autoritárias, mas da capacidade produtiva e educacional do país.
“Isso não é pelo autoritarismo do presidente. Isso é pela conjuntura econômica e pelo grau de universidade que eles têm”, disse.
O presidente brasileiro acrescentou que as declarações do norte-americano prejudicam a democracia e aumentam tensões internacionais.
“Essas ameaças não fazem bem para a democracia. Essa guerra do Irã é inconsequente”, afirmou.
O conflito, segundo Lula, também traz impactos diretos na economia global, especialmente no preço dos combustíveis.
Troca de críticas entre Trump e o papa
Lula também comentou o embate entre Trump e o papa Leão XIV, que ganhou repercussão internacional nos últimos dias.
O pontífice criticou ações dos Estados Unidos no Oriente Médio e defendeu a paz. Em resposta, Trump afirmou que o papa seria “fraco” em política externa e não compreenderia a ameaça nuclear do Irã .
O líder da Igreja Católica reagiu dizendo que não tem medo do presidente norte-americano e reforçou sua posição em favor da paz .
Diante do episódio, Lula saiu em defesa do papa.
“Quero ser solidário a ele, porque está correta a crítica que ele fez ao presidente Trump. Ninguém precisa ter medo de ninguém”, declarou.
Caso Ramagem é citado
Durante a entrevista, Lula também abordou a prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem nos Estados Unidos.
Segundo o presidente, o ex-parlamentar deve retornar ao Brasil para cumprir pena. Ele foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a mais de 16 anos de prisão por crimes como tentativa de golpe de Estado.
A Polícia Federal informou que a detenção ocorreu por meio de cooperação internacional com autoridades norte-americanas.
Ramagem foi preso em Orlando, após fugir do Brasil em 2025, quando já era considerado foragido e constava na lista da Interpol.

