Ladrão parece mesmo nascer em árvore, o raça ruim para dissipar do mapa. A polícia prende um hoje, dois surgem amanhã.
Rafael Andrade
Tubarão
As lotéricas têm sido o maior alvo dos bandidos nos últimos dias na região, e os funcionários desses estabelecimentos ligados à Caixa Econômica Federal estão receosos com este tipo de ação, já que em todas as invasões há registro de violência por parte dos vagabundos que chegam sempre armados. Desta vez, o alvo foi a Lotérica Às de Ouro, no maior bairro da Amurel, Oficinas, em Tubarão. A Polícia Militar está à procura dos bandidos desde esta sexta-feira. O assalto ocorreu por volta das 11h30min desta sexta.
No dia anterior, a Lotérica Jaguaruna, no centro da Cidade das Praias, foi o alvo. Na semana anterior, a lotérica de Capivari de Baixo foi invadida, e também a Lotérica Ponto da Sorte, na rua Lauro Müller, em pleno centro da Cidade Azul. A Polícia Civil, com apoio de informações da Polícia Militar, chegou a prender dois envolvidos dos casos de Capivari e da Lauro Müller. Mas parece que os bandidos estão se multiplicando, principalmente na maior cidade da Amurel, que já beira as 110 mil pessoas, e apresenta, neste ano, altos índices de roubos e furtos.
O motivo deste acréscimo pode estar ligado à crise econômica e às constantes apreensões de drogas pelas autoridades. Uma vez que o entorpecente é tirado de circulação, o dinheiro do tráfico precisa circular, então laranjas e adolescentes, principalmente, praticam os crimes e atos infracionais, respectivamente.
Até quando? Talvez quando houver mais rigidez nas leis previstas no Código Penal, talvez quando o Estado fornecer melhores condições de ensino público às crianças, adolescentes e jovens de baixa renda, com possibilidade de bolsas de estudo no ensino superior com menos burocracia, por exemplo, talvez quando os grandes empresários do país se tocarem que o sistema privado precisa intervir, de vez, no amparo às questões de carência social, como educação, saúde e segurança pública, em forma de parceria contínua com o poder público, talvez quando, em vez algemar e camuflar todas essas questões, abraçamo-nas. #somostbmresponsáveis.

