Jailson Vieira
Laguna
Após a decisão judicial expedida na última sexta-feira pelo desembargador Jorge Luiz de Borba, na qual impôs medidas restritivas para os professores grevistas, a paralisação ganhou ontem mais um capítulo nas regionais de Laguna e Tubarão. A decisão é contra as ações de protesto como atos, ocupações e qualquer forma de movimento, em que ficam vedadas as manifestações a menos de 200 metros dos prédios públicos.
Ontem, os sindicalistas da região de Laguna firmaram um acordo com os representantes do departamento jurídico da 19ª secretaria de desenvolvimento regional, no qual não fariam os movimentos na 19ª Gerência Estadual de Educação (Gered) até esta quinta-feira. Em contrapartida, os servidores da 19ª Gered comprometeram-se em não realizar as chamadas para professores Admitidos em Caráter Temporário (ACT’s) no lugar dos docentes grevistas. O Sinte ainda não recebeu o parecer do desembargador.
O coordenador do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte) em Laguna, Rudmar Correa, afirma que os professores e o sindicato querem negociar, porém o governo não apresenta um acordo satisfatório para a categoria. “Não fomos convocados pelo governo. Queremos negociar. E, quando isso ocorrer, esperamos que nos apresentem propostas condizentes”, expõe Rudmar.
A greve estadual de educação na rede pública completa 63 dias hoje e tem tudo para ser a mais duradoura de Santa Catarina. A maior, até então, ocorreu em 1986, com 64 dias de paralisação.
Enquanto o governo do estado e o Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte/SC) não chegam a um acordo, mais professores aderem ao movimento, conforme afirma o coordenador do Sinte em Laguna.

