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Medidas de combate à crise são aprovadas

Novas medidas para elevar o limite do crédito de custeio para a produção de aves, suínos e para bovinocultura de leite, de R$ 800 mil para R$ 1,2 milhão, também passaram pelo crivo d grupo
Novas medidas para elevar o limite do crédito de custeio para a produção de aves, suínos e para bovinocultura de leite, de R$ 800 mil para R$ 1,2 milhão, também passaram pelo crivo d grupo

Braço do Norte

 

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou o aumento do limite de despesas de custeio para avicultores e suinocultores integrados. O valor de R$ 70 mil passa agora para R$ 150 mil por produtor.
 
Novas medidas para elevar o limite do crédito de custeio para a produção de aves, suínos e para bovinocultura de leite, de R$ 800 mil para R$ 1,2 milhão, também passaram pelo crivo d grupo. O CMN ainda ampliou o limite de desconto de nota promissória rural pelos citricultores junto aos bancos.
 
Para a avicultura, o aumento do limite de despesas tem validade até 28 de fevereiro do próximo ano, já para os suinocultores não há prazo limite determinado. A aceleração de liberação dos créditos de PIS e Cofins para agroindústrias também foi aprovada. 
 
Ainda que considera a ampliação de crédito um benefício, o deputado federal Valdir Colatto (PMDB/SC) vice-presidente da Frente Parlamentar da Suinocultura (FPS), destaca que os produtores estão sem limite para absorver mais dívidas. 
 
As medidas anunciadas são de autorização de crédito, mas o grande problema está na operação no banco, uma vez que as atividades de suinocultura e avicultura são enquadradas como de risco e os produtores não conseguem acessar o crédito. 
 
Segundo Colatto, os produtores precisam de linha de crédito especial com fundo de aval. “Não adianta aumentar crédito se a avicultura e a suinocultura passam por crise e produtores já inadimplentes não conseguem acessar mais recursos”, lamenta Colatto.
 
A crise na suinocultura dura quase dois anos, mas se agravou nos últimos 90 dias. As condições climáticas castigaram as plantações de milho de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul e também a norte-americana. Isso provocou uma queda acentuada do insumo, um dos principais do setor. O resultado é um no custo de produção muito mais alto.
 
Maior impacto é sobre os produtores independentes
A crise no setor da suinocultura, especialmente em Santa Catarina, atinge com maior impacto os produtores independentes. O centro do problema está na grande oferta de produto para uma demanda estagnada.
As estimativas de produção para este ano são de 800 mil toneladas, com destinação de 200 mil para consumo dos catarinenses, 150 mil toneladas para exportação e uma sobra de 450 mil toneladas.
O reflexo direto é o baixo preço pago ao consumidor. Se a crise traz uma lição é de que não é mais possível produzir em larga escala – principalmente pelo alto custo – sem ter contrato da comercialização.
Paralelamente, o alto preço da soja e do milho, os dois principais insumos da atividade, eleva ainda mais o custo da produção. Cada saca de 60 quilos custa, em média, R$ 27,00.
Hoje, a cada suíno de 100 quilos criado, o produtor tem um prejuízo de R$ 90,00. A situação é tão preocupante que as prefeituras de Braço do Norte e Grão-Pará, no Vale, chegaram a decretar situação de emergência em julho.
 
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