Zahyra Mattar
Gravatal
Sumido do cenário literário da região por algum tempo, para se dedicar a outros projetos, o presidente da Academia Gravatalense de Letras (AGL), Abrão Aspis, retorna em grandes estilo, com o lançamento de uma obra que ele mesmo confessa ter ficado surpreso.
‘O sequestro do figurão’ gira em torno de três protagonistas distintos, e utiliza o escândalo do ‘mensalão da Era Collor’ como pano de fundo para uma história verossímil e cheia de intrigas, corrupção e sexo. O livro foi produzido em 2005, com o exclusivo intuito de participar do Concurso Raquel de Queiroz, promovido pela União Brasileira de Escritores.
“Achei, na verdade, que a história estava mais do que superada, já que o escândalo Collor ocorrera em 1992. Somente ao reler o manuscrito, no ano passado, me dei conta de que a corrupção não está vencida, apenas mudou de nome e de bandeira”, compara Aspis.
Este é o segundo romance do escritor gaúcho com alma catarinense, e o 12º de sua carreira. Na história, o marajá corrupto TJ – em alusão a Paulo Cesar Farias, conhecido como PC Farias – é sequestrado por uma universitária ofendida com as elites políticas do país.
Um delegado erudito, mas extremamente ambicioso entra em cena e vê a solução do crime como o trampolim para ascender na carreira. Cheio de revira-voltas, a obra prende o leitor e reserva um final surpreendente para os três protagonistas.
O lançamento oficial do livro é no dia 20 do próximo mês, dentro da programação da Semana Cultural do Hotel Internacional, em Gravatal. A obra é impressa pela Editora Academia Gravatalense de Letras, fundada por Aspis em 30 de agosto de 2005.
13º livro no forno
Dono de uma linguagem singular, o senhor da letras Abrão Aspis nem mesmo esperou ‘O sequestro do figurão’ esfriar nas prateleiras. Ele já prepara mais um romance. Desta vez a obra será ambientada no mundo do futebol, o qual Aspis fez parte como diretor do Internacional, por quatro gestões, e conselheiro, por outros 16 anos.

