O mercado mundial de alimentos orgânicos está se recuperando da crise financeira global com as receitas sendo projetadas para atingir mais de US$ 60 bilhões até o final de 2011. O mercado foi afetado negativamente durante a recessão que registrou taxa de crescimento ligeiramente superior a 4,5% em 2009 em comparação ao crescimento de dois dígitos no ano anterior. Durante 2009, o mercado europeu foi o mais afetado com os varejistas de alimentos, minimizando a sua gama de alimentos orgânicos, citando a baixa dos gastos dos consumidores como a principal razão. Entre outras regiões, o mercado norte-americano teve um bom desempenho e é atualmente responsável por cerca de 50% do valor do mercado mundial de alimentos orgânicos, enquanto a tendência de consumir produtos orgânicos começou a pouco nos mercados asiáticos e latino-americanos. Globalmente, a indústria parece ser atraente do ponto de vista de investimento e novas oportunidades estão surgindo nos países emergentes.
– Dentre todos os segmentos, as frutas e legumes orgânicos têm registrado o crescimento mais significativo da procura nos mercados desenvolvidos. Apoiado por fatores como a melhoria da renda per capita e os gastos com alimentos saudáveis, em 2009, os alimentos orgânicos e vegetais registraram um crescimento de mais de 11 por cento que é mais que o dobro do crescimento da indústria em geral.
– Varejistas do mercado de massa (supermercados, lojas especializadas/armazéns e hipermercados) melhoram constantemente a sua cota de mercado devido à expansão de suas redes em todo o mundo. Globalmente, varejistas convencionais contribuíram com mais de 50% das vendas globais em 2010. A demanda por alimentos orgânicos é crescente em lojas de alimentos convencionais devido ao desenvolvimento de marcas próprias e de interesse crescente de grandes varejistas, como Wal-Mart, Tesco, Safeway entre outras.
– A nível mundial, os países que têm o maior número de produtores de alimentos orgânicos são a Índia, Uganda e o México. Além disso, mais de um terço dos produtores orgânicos estão na África. Isso indica que há perspectivas animadoras para os exportadores desses países em desenvolvimento.
Na América Latina, Brasil e Argentina concentram a maior parte do mercado de alimentos orgânicos. Em 1999, o valor estimado do consumo de orgânicos no Brasil foi de 150 milhões de dólares. A produção de alimentos orgânicos está crescendo a uma taxa entre 30% e 50% ao ano. Em 2001, o Brasil tinha cerca de 275 576 hectares de terra sob manejo orgânico. Em 2004, havia cerca de 841 769 hectares de terra sob manejo orgânico, com cerca de 19.003 explorações agrícolas orgânicas. O número de produtores orgânicos em 2004 era de cerca 14 mil. Atualmente, a movimentação das vendas é de aproximadamente 250 milhões de dólares, das quais mais de 70% são exportadas para países como os Estados Unidos e outras nações européias. E não é só o mercado internacional que está crescendo; o mercado doméstico está preparado para o crescimento. Além disso, os planos para os Jogos Olímpicos de 2014 que estão por vir, são de servir apenas comida orgânica.
A maioria dos produtos orgânicos exportados é de frutas frescas, vegetais, frutas secas, carne, bebidas, tecidos orgânicos, etc. O Brasil também é um fornecedor de ingredientes orgânicos usados em diversas indústrias como as farmacêuticas, de cuidados pessoais e cosméticos.
Produtos não convencionais como chocolates orgânicos são feitos no Brasil para exportação. Pesquisas estão em andamento para incluir mais produtos sob o banner orgânico.
Sem dúvida, o Brasil está preparado para o crescimento no setor orgânico e o dia não está longe, quando o Brasil estará entre as três primeiras nações do mundo na produção orgânica.

