O Ministério da Saúde vai adquirir até 20 mil doses da vacina contra mpox para reforçar o estoque de imunizantes disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). Anunciada nesta quinta-feira (5), a aquisição tem caráter preventivo e estratégico, segundo a pasta. A medida busca manter a capacidade de resposta do país diante da circulação do vírus.
Em 2026, o Brasil confirmou 665 casos da doença. Apesar da redução em comparação com os registros de 2022, quando foram contabilizadas mais de 10 mil ocorrências, o Ministério da Saúde mantém a vigilância epidemiológica e a estratégia de vacinação para grupos prioritários.
A mpox é uma doença viral que pode provocar lesões na pele, febre, dores musculares e outros sintomas. A transmissão ocorre principalmente pelo contato próximo com pessoas infectadas.
Brasil confirmou 665 casos de mpox em 2026
Segundo os dados divulgados pelo Ministério da Saúde, o país registrou 665 casos confirmados de mpox em 2026.
O número representa uma redução de 94% em relação a 2022, quando o Brasil contabilizou mais de 10 mil ocorrências.
Mesmo com a diminuição dos registros, a pasta considera importante manter doses disponíveis para atender às necessidades identificadas nos estados.
A aquisição de até 20 mil doses tem justamente esse objetivo. O reforço do estoque permite manter a disponibilidade do imunizante para os públicos contemplados pela estratégia nacional.
Quem pode receber a vacina contra mpox pelo SUS?
Atualmente, a vacinação contra mpox é direcionada principalmente a grupos com maior risco de desenvolver complicações.
A estratégia nacional prioriza pessoas vivendo com HIV/aids que apresentam contagem de linfócitos CD4 inferior a 100 células por milímetro cúbico.
Esse grupo possui maior risco de desenvolver formas graves da doença.
Também podem receber doses remanescentes:
Pessoas vivendo com HIV/aids com CD4 inferior a 200 células/mm³;
Usuários de profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP);
Profissionais de laboratório que manipulam amostras de mpox.
Pessoas que integram os grupos prioritários devem procurar os centros de referência onde já realizam acompanhamento.
Nesses locais, podem fazer o cadastro e receber orientações sobre o agendamento da vacinação.
Como funciona o esquema de vacinação?
O esquema de imunização contra mpox prevê duas doses, com intervalo de 28 dias entre as aplicações.
A vacinação também pode ser indicada após uma exposição ao vírus.
Segundo as orientações do Ministério da Saúde, a aplicação pós-exposição é preferencialmente recomendada nos primeiros quatro dias após o contato com uma pessoa infectada.
Entretanto, a vacinação ainda pode ser realizada em até 14 dias.
Nesse segundo intervalo, a capacidade de evitar a infecção é menor. Mesmo assim, a imunização pode contribuir para reduzir o risco de evolução para formas graves.
A indicação deve considerar a avaliação dos profissionais de saúde.
Quais são os sintomas da mpox?
A mpox é uma doença viral zoonótica, anteriormente conhecida como varíola dos macacos.
A maioria dos casos apresenta evolução leve a moderada, segundo o Ministério da Saúde.
Os sintomas costumam durar de duas a quatro semanas e podem incluir:
Erupções ou lesões na pele;
Febre;
Dor de cabeça;
Dores musculares;
Calafrios;
Fraqueza.
As lesões geralmente começam como manchas, evoluem para bolhas e posteriormente formam crostas.
Elas podem aparecer no rosto, nas mãos, nos pés, na boca e na região genital.
Pessoas com sintomas compatíveis devem procurar um serviço de saúde para avaliação e orientação.
Como ocorre a transmissão da mpox?
A transmissão acontece principalmente pelo contato direto com pessoas infectadas.
Entre as principais formas de contágio estão:
Contato com lesões ou erupções na pele;
Contato com secreções corporais, como pus e sangue das lesões;
Contato com saliva;
Compartilhamento de roupas, toalhas, lençóis e objetos contaminados;
Contato próximo e prolongado com secreções respiratórias de pessoas infectadas.
Por isso, pessoas que tiveram contato próximo com alguém com suspeita ou confirmação da doença também devem procurar atendimento de saúde.
A avaliação permite identificar o risco de exposição e verificar a necessidade de medidas preventivas.
Como funciona a vigilância da doença no Brasil?
O monitoramento da mpox é realizado pelo Ministério da Saúde em parceria com as secretarias estaduais e municipais.
O trabalho envolve identificação e notificação de casos suspeitos, investigação epidemiológica e realização de exames laboratoriais.
Também são adotadas medidas de isolamento das pessoas infectadas e identificação dos contatos próximos.
Durante o atendimento, os profissionais de saúde investigam possíveis exposições e orientam sobre os cuidados necessários.
Quando indicado, são coletadas amostras para confirmação laboratorial.
A compra de até 20 mil doses busca manter o estoque nacional preparado para atender aos grupos prioritários e às necessidades identificadas durante o monitoramento da doença.

