Florianópolis
Em um contexto em que mais de 75 milhões de brasileiros têm acesso à internet, e que 69% das crianças e adolescentes de 10 a 15 anos já usaram a rede mundial, o Ministério Público de Santa Catarina deu início, nesta segunda-feira, a mais uma frente de trabalho no combate aos crimes cometidos pelo computador, especialmente a pedofilia.
Foram firmados dois termos de cooperação para ampliar as ações preventivas da instituição, em parceria com a SaferNet Brasil e com a assembleia legislativa. Na frente repressiva, cerca de 100 pessoas, entre promotores, delegados e educadores, receberam capacitação para atuar na investigação, pesquisa e coleta de provas de crimes e violação de direitos pela internet.
Esta foi a primeira das várias capacitações que deverão ser realizadas no Ministério Público pela SaferNet Brasil, conforme o termo de cooperação firmado pelo procurador-geral de justiça, Gercino Gerson Gomes Neto, e o diretor-presidente da entidade, Thiago Tavares de Oliveira. A cooperação ainda prevê a integração do MP ao sistema centralizado de recebimento, processamento e encaminhamento de denúncias desenvolvido e mantido pela SaferNet, e o intercâmbio de tecnologias.
Já a assembleia legislativa, que assinou a cooperação, vai imprimir 400 mil gibis, 100 mil cartazes e 750 mil fôlderes da campanha "Navegação Segura na Internet e Combate à Pedofilia", desenvolvida pelo MPSC. O material atingirá todos os alunos das escolas públicas do estado.
"Os dois documentos assinados hoje (nesta segunda-feira) são importantíssimos para essa cruzada que iniciamos contra os crimes pela internet", reforçou a coordenadora do centro de apoio operacional da infância e juventude do MPSC, promotora Priscilla Linhares Albino. O curso segue até hoje.

