Tubarão
Depois de anos dedicados à superintendência do Farol Shopping, em Tubarão, o administrador do empreendimento, Ivo Antônio Reinert Prim, de 46 anos, morreu na noite de ontem, por volta das 20 horas, em decorrência da ruptura de aneurisma de aorta, o que ocasionou um infarto fulminante. O seu corpo é velado desde as 23h30min de ontem na capela Santa Rita, próximo à Catedral Diocesana, na Cidade Azul. Ele será cremado hoje, às 17 horas, no Crematório Milenium, em Içara.
Ivo nasceu em Blumenau, mas desde a infância frequentava Tubarão, onde mora desde 2002. Foi no município que conheceu o amigo Márcio Mendes e o empresário Genésio A. Mendes – idealizadores do Farol Shopping. “Ele estava conosco desde o início do projeto. Lamentavelmente, o Ivo se foi, era uma pessoa muito boa, mas chegou o seu momento”, lamenta Márcio, filho do empresário Genésio.
Ivo era administrador de empresas formado pela PUC do Rio de Janeiro, presidente da Associação Catarinense de Shopping Centers (Acasce) e da Câmara Empresarial de Shoppings Centers. Outro amigo, o médico Nelson Ubaldo, afirma que é uma perda muito grande para a região. “Éramos muito próximos e tínhamos um grupo muito forte de amigos, o ‘Quarta Crítica’, onde estávamos sempre juntos. Perde-se um grande homem”, destaca.
Ele deixou esposa e dois filhos de um primeiro relacionamento. A direção do Farol Shopping decretou luto oficial e o empreendimento não abrirá as portas hoje. Em nota, os dirigentes relatam a sua competência e dedicação à frente do Shopping, e que seu trabalho será eternamente lembrado.
Ivo não sofria de problemas significativos de saúde e era uma pessoa que se cuidava bastante, conforme relata a direção do empreendimento. Ele tinha dado entrada em uma clínica na Cidade Azul às 18h30min.
O superintendente era visto como um visionário
Ivo Prim, além de estar à frente do Farol Shopping, possuía uma coluna semanal no Jornal Notisul, a ‘Quarta Crítica’, onde dividia o espaço com alguns amigos, entre eles o jornalista e professor Ronaldo Sant’Anna. Os seus textos – sempre impactantes – geravam grandes repercussões e muitos debates.
Em 2012, em entrevista especial ao Notisul, afirmava que o setor de shoppings centers crescia a passos larguíssimos. Só não cresce mais rápido porque o varejo não acompanha essa velocidade. “Não temos redes de varejo de cobertura nacional ou mesmo regional em números suficientes para que você faça mais shoppings. Considerando a relação mundial, habitante, renda e metro quadrado de shopping center disponível, o Brasil ainda tem uma taxa muito baixa. E isso mostra que temos um espaço muito razoável para ascensão do setor. Enfim, estamos explodindo”, destacava o visionário empreendedor.
Ele se declarava um lutador, crente no empreendedorismo, um defensor árduo do liberalismo econômico, que sofria pelo momento atual e o excesso de interferência do estado na economia e sua incompetência. “Acredito que o Brasil pode crescer muito para ser o país que merece ser”, enfatizou na entrevista.

