Rafael Andrade
Tubarão
Jackson Signei Pereira, 18 anos, morreu após levar um choque de 13,8 mil volts, ontem à tarde, por volta das 15 horas, no Rio Capivari, divisa entre os municípios de Tubarão e Capivari de Baixo. Ele trabalhava em uma balsa com bate-estacas, na construção de uma ponte para a duplicação da BR-101. A correnteza do rio fez com que o aparelho, de ferro, encostasse nos fios de alta tensão, proporcionando a alta descarga elétrica.
Outros quatro operários trabalhavam no local e não foram atingidos por choques porque estavam com sapatos. Jackson estava ao lado da balsa, também de ferro, em uma canoa. Assim que a ponta do bate-estacas encostou nos fios, o jovem assustou-se e colocou as duas mãos na balsa. O seu corpo foi impulsionado para o rio.
Os próprios colegas o resgataram da água, mas já era tarde. Ele morreu assim que recebeu a descarga e o corpo foi levado ao Instituto Geral de Perícias (IGP) de Tubarão, onde foi preparado para ser encaminhado à sua cidade natal, Itajaí.
Ele era funcionário de uma empresa terceirizada, a serviço do consórcio Blokos/Emparsanco/Araguaia, responsável pela duplicação do lote 25. Os operários colocavam as colunas da nova ponte.
Vários técnicos da Celesc estiveram no local para avaliar a situação. “Tivemos que desligar a rede de energia de boa parte de Capivari de Baixo para retirada da balsa”, informa o gerente regional da Celesc em Tubarão, Gerson Bittencourt.

