segunda-feira, 15 junho , 2026

Entenda o que previa a MP derrubada na Câmara e como fica agora o imposto sobre bets e aplicações

A decisão do Congresso Nacional de deixar caducar a Medida Provisória (MP) que aumentava impostos sobre diversos setores — incluindo bets, fintechs e investimentos financeiros — representa um revés bilionário para o governo Lula (PT).

O impacto estimado da derrubada chega a R$ 50 bilhões até 2026, segundo cálculos preliminares de analistas.

A MP 1.303/2025 previa mudanças em oito frentes principais, que agora deixam de valer. Veja o que muda:

1. Imposto sobre apostas esportivas (bets)

Como fica:
A tributação segue em 12% sobre a receita líquida (GGR) das casas de apostas.

Como era na MP:
O governo queria elevar para 18%, buscando arrecadar mais sobre o lucro bruto do setor — estimado em R$ 40 bilhões ao ano, segundo o ministro Fernando Haddad.

Status: Não chegou a entrar em vigor. A cobrança maior seria iniciada em novembro de 2025.

2. Juros sobre Capital Próprio (JCP)

Como fica:
Mantida a alíquota de 15%.

Como era na MP:
O governo previa aumento para 20% a partir de 2026.

Status: Não entrou em vigor.

3. Títulos incentivados (LCI e LCA)

Como fica:
Continuam isentos de Imposto de Renda.

Como era na MP:
Passariam a ser taxados em 5%, o que, segundo o governo, poderia gerar R$ 41 bilhões anuais de arrecadação.

Status: A mudança também valeria a partir de 2026 e foi cancelada.

4. Imposto de Renda sobre aplicações financeiras

Como fica:
Mantidas as alíquotas progressivas atuais, entre 15% e 22,5%, conforme o prazo da aplicação.

Como era na MP:
A ideia era unificar em 17,5%, favorecendo investimentos de curto prazo e elevando a tributação para aplicações de longo prazo.

5. Tributação de criptoativos

Como fica:
Sem cobrança específica.

Como era na MP:
Incidência de 17,5% de IR sobre ganhos com criptomoedas e ativos digitais.

6. Fintechs e cooperativas de crédito

Como fica:
Fintechs continuam pagando 9% de CSLL (Contribuição Social sobre Lucro Líquido).

Como era na MP:
Equiparação com bancos tradicionais — alíquotas entre 15% e 20%.
O governo argumentava que o setor já atua como instituição financeira e deveria ser tributado da mesma forma.

7. Compensações tributárias

Como fica:
Sem restrições.

Como era na MP:
A proposta limitava o uso de créditos tributários para compensação, buscando coibir manobras de postergação de impostos.

Durante sua vigência, o governo chegou a arrecadar R$ 10 bilhões com a limitação.

8. Programa “Pé-de-meia” e o piso da educação

Como fica:
O programa Pé-de-meia, voltado a incentivar estudantes do ensino médio, fica fora do piso constitucional da educação, liberando mais recursos para o setor.

Como era na MP:
O governo havia incluído o programa dentro do piso, o que reduzia a verba disponível para outras políticas educacionais.

Impacto nas contas públicas

A derrubada da MP representa perda imediata de arrecadação e amplia o desafio fiscal da equipe econômica.

Segundo estimativas:

  • R$ 20 bilhões de perda em 2025;

  • Até R$ 40 bilhões em 2026.

O governo ainda estuda medidas compensatórias — que podem incluir novos tributos, corte de gastos ou revisão de benefícios fiscais.

O ministro Fernando Haddad afirmou que apresentará cenários alternativos ao presidente Lula, que tomará a decisão final.

“Vamos levar várias opções para o presidente, com diferentes graus de impacto e oportunidade”, disse Haddad.

Repercussões

A decisão foi amplamente comemorada pelo setor produtivo e entidades empresariais.

A CNI (Confederação Nacional da Indústria) elogiou o Congresso por evitar “mais um aumento da carga tributária”, afirmando que a medida preserva o consumo e o crescimento econômico.

A ABcripto celebrou o resultado como “vitória do bom senso e da racionalidade regulatória”.

Já a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) destacou que a proposta “aumentava impostos sem justificativa” e que o agronegócio foi decisivo na rejeição.

O que vem pela frente

O Ministério da Fazenda tem até sexta-feira (10) para apresentar alternativas de compensação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Entre as opções em estudo estão:

  • corte de isenções fiscais,

  • aumento de contribuição sobre grandes empresas,

  • e ajustes no IOF.

Continue lendo

Incêndio destrói parte de casa na Praia do Sol, em Laguna

FOTOS Notisul TEMPO DE LEITURA: 2 minutos Um incêndio atingiu parcialmente uma residência de três pavimentos na tarde deste domingo (14), no balneário Praia do Sol,...

Idoso colide contra veículo e bate em mureta na Serra do Rio do Rastro

FOTO CBMSC Divulgação Notisul Tempo de leitura: 3 minutos Um motorista idoso se envolveu em um grave acidente na manhã deste domingo (14) na SC-390, na...

Escócia vence Haiti e assume liderança do grupo do Brasil na Copa

FOTO Scottishfa Reprodução Notisul TEMPO DE LEITURA: 3 minutos A primeira rodada do Grupo C da Copa do Mundo de 2026 terminou com uma surpresa para...

Graças ao talento de Vini Jr, Brasil evita derrota para Marrocos na estreia da Copa

FOTO CBF Reprodução Notisul TEMPO DE LEITURA: 4 minutos A caminhada do Brasil em busca do hexacampeonato mundial começou longe do esperado. Na estreia da Copa...

Homem é encontrado morto dentro de carro no Centro de Tubarão

FOTO CBMSC divulgação Notisul TEMPO DE LEITURA: 3 minutos Um homem foi encontrado morto dentro de um veículo na madrugada deste sábado (13), no Centro de...

Sol volta a aparecer no Sul de SC neste domingo, mas nuvens ainda predominam

IMAGEM IA Notisul TEMPO DE LEITURA: 3 minutos  O afastamento da frente fria favorece a melhora gradual do tempo neste domingo (14) no Sul de Santa...

Horóscopo deste domingo, 14 de junho de 2026: confira as previsões para todos os signos

IMAGEM IA Notisul TEMPO DE LEITURA: 4 minutos A energia deste domingo, 14 de junho de 2026, é marcada pela Lua Nova em Gêmeos e pelo...

Google confirma ataque hacker contra Oracle PeopleSoft

FOTO Mídias Sociais Reprodução Notisul Tempo de leitura: 4 minutos O Google confirmou que o grupo de extorsão conhecido como ShinyHunters explorou uma vulnerabilidade crítica no...