Uma denúncia contra um homem de 36 anos foi apresentada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Jaguaruna. Ele é acusado de estupro de vulnerável contra suas duas filhas menores de idade durante anos, em Treze de Maio.
O réu ainda é acusado de armazenar em seu celular conteúdo pornográfico infantil, incluindo fotos e vídeos das filhas produzidos supostamente por ele. A prática dos crimes teria iniciado entre 2012 e 2019, na residência da família, quando o denunciado teria praticado atos libidinosos com sua primeira filha.
Os estupros ocorreram dos oito aos 15 anos de idade da menina, de forma continuada. Já entre 2013 e 2019, também na casa da família, o homem teria praticado o crime com sua segunda filha, dos seis aos 12 anos de idade da menina.
Conforme a denúncia apresentada pelo MPSC, sempre que a mãe das vítimas não estava por perto, o denunciado aproveitava para as práticas criminosas, acariciando e tocando as partes íntimas, observando as menores sem roupa e pegando roupas íntimas delas.
Com a segunda filha, o réu chegou a praticar conjunção carnal. A prática ocorreu entre os oito e nove anos da vítima. Consta, ainda, na denúncia, que os estupros foram praticados inclusive enquanto a filha mais velha do denunciado realizava um tratamento contra um câncer.
De acordo com a promotora de Justiça Raísa Carvalho Simões Rollin, O caso é gravíssimo, pois além de abusar sexualmente de duas filhas e filmá-las ele tinha inúmeros vídeos de crianças em cenas pornográficas. Vale ressaltar que mesmo após o ajuizamento da ação penal, seu comportamento não mudou.
“Tempos depois, ele continuava a manter vídeos semelhantes, e até conversas dele nas redes sociais com outra criança foram encontradas. Crianças e adolescentes de qualquer lugar do mundo poderiam ser vítimas do acusado, por isso sua prisão foi tão necessária”, pontua a promotora.
O acusado aguardará o resultado de sua condenação preso. Assim, de acordo com Raísa, toda a comunidade estará segura. Ela afirma que o trabalho da Polícia Civil foi fundamental.
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Fonte: MPSC

