Karen Novochadlo
Laguna
Quatro escolas de Laguna podem ser municipalizadas ainda este ano. A secretaria de educação da prefeitura analisa a questão junto à secretaria de desenvolvimento regional em Laguna e o governo do estado. Na próxima semana, novas reuniões serão realizadas com gestores da Cidade de Anita.
Por enquanto, não há nada definido. “Precisamos discutir melhor esta questão e verificar como ficarão os alunos, os professores e os recursos”, ressalta a secretária Tânia de Oliveira. As unidades escolares são Santa Marta (no Farol), Comendador Rocha, Renato Ramos e Gregório Manoel de Bem (em Ribeirão Pequeno). Foram escolhidas por não terem ensino médio.
Entre as vantagens da municipalização, está a agilidade nas licitações. A presidenta do Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Âmbito da Rede Pública Municipal de Ensino em Laguna (Sinterlag), Sônia Clarindo, explica que ainda não há nada concreto. “Existem algumas conversas no governo. Mas ainda não foi repassado nada aos professores”, revela Sônia.
O coordenador regional do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina (Sinte) em Laguna, Rudmar Correa, fará algumas reuniões para debater o assunto durante esta semana.
Caso ocorra a municipalização, a rede passará a atender cinco mil alunos (hoje são quatro mil). O prefeito Célio Antônio também estuda a questão. No momento, os professores municipais negociam os reajustes salariais.
Em Imaruí, prédio de escola será doado
O estado de uma escolinha em Imaruí tem preocupado muitos moradores. A Padre Itamar Luis da Costa, em Ponta Grossa, está desativada, mas parte das paredes está pichada e aparenta estar abandonada. De acordo com a secretaria de educação, das 19 escolas municipais, somente seis estão em funcionamento.
Esta ação faz parte de política para cortar gastos e melhorar a educação. “Os alunos da Padre Itamar foram transferidos para uma escola no Centro. Agora, eles têm acesso à internet, o que antes não tinham”, exemplifica a supervisora da escola, Vânia de Souza Silva. Antes, estudavam cerca de 70 estudantes na unidade.
Quanto às denúncias de abandono, a administração municipal manifestou-se e disse que doará o prédio para alguma associação da comunidade. Isto foi feito em São Luiz, que se tornou uma sede para clube de mães. Outros colégios abrigam um quartel da polícia militar e outras associações.
Outra reclamação é de que o Colégio Portinho Bittencourt, estaria cobrando mensalidade. A denúncia partiu do estudante Murilo Fortunato Tomé, 16 anos. A supervisora explica que a taxa é cobrada pela Associação de Pais e Professores (App), mas não é obrigatória. “Cada pai contribui com a quantia que quiser”, esclarece.

