Início Esportes Na primeira participação em um Parapan, mesatenista criciumense vai ao pódio

Na primeira participação em um Parapan, mesatenista criciumense vai ao pódio

Conrado Contessi em 30 de dezembro 2007 sofreu um acidente de carro durante uma viagem de fim de ano com a família. No sábado (24), subiu ao pódio para receber a medalha de bronze, conquistada como mesatenista “Classe 1”, nos Jogos Parapan-Americanos 2019, disputado em Lima, no Peru. 

Atleta da Sociedade Recreativa Mampituba/Fundação Municipal de Esportes (FME) de Criciúma, o jogador contou com a companhia de Ramon Colombo, mesatenista “Classe 9” e do técnico Alexandre Ghisi, ambos também membros da equipe de Criciúma. Os três fazem parte da Seleção Brasileira de Tênis de Mesa no Parapan.

A conquista é a coroação de um planejamento que teve início lá no começo do ano. “Traçamos as metas e os objetivos, e trabalhamos para que eles fossem alcançados. Fiz reforço muscular, academia, e claro, aumentei a carga de treinamentos. Foi uma preparação bem completa, com muito foco na técnica, para aprimorar o meu jogo”, afirma Contessi, que comenta que todas essas atividades foram realizadas com o auxílio do técnico Ghisi.

O tênis de mesa que entrou na vida do atleta como forma de reabilitação no Hospital Sarah – em Brasília, após o acidente, ainda não tem muita visibilidade na opinião do profissional. “Ele é considerado mais um esporte recreativo, as pessoas brincam de ping-pong. Mas existe diferença entre um esporte sendo praticado como recreação e um que visa a qualidade, o alto rendimento. Falta essa visibilidade”.

A experiência de participar dos jogos Parapan-Americanos ficarão para sempre na memória de Contessi, que já na primeira oportunidade chegou até a semifinal, onde acabou derrotado por outro brasileiro, Aloísio de Lima, por 3 x 0. “É o meu primeiro Parapan. Como primeira experiência tá sendo ótimo. Os locais todos bem adaptados, tudo organizado. Aos meus olhos está sendo sensacional”, expõe.

Para o futuro do tênis de mesa, a expectativa é de evolução no esporte. “Assim como os esportes olímpicos, os paraolímpicos também precisam de investimento desde a base. É preciso profissionalizar, afinal atletas são profissionais”. Ainda na opinião do mesa tenista, o incentivo tem que começar nos primeiros anos de escola. “A maioria dos campeões são atletas que foram trabalhados desde o início da carreira. É assim que funciona com esportes de alto rendimento”.

Assim como Contessi, Ramon também ficou com o bronze, ao ser derrotado por 3 x 1 pelo mexicano Miguel Vazquez na semifinal. O trio criciumense composto pelos dois atletas e pelo treinador, deve retornar para Criciúma no próximo fim de semana, quando terão uma recepção especial. 

A modalidade tênis de mesa apresenta uma divisão por classes, que são baseadas na deficiência dos atletas. Da classe 1 a classe 5, fazem parte dos os atletas deficientes físicos cadeirantes. Da classe 6 x 10, os deficientes físicos andantes. Quanto menor o número, maior a deficiência.

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