Priscila Alano
Tubarão
A questão da permanência dos acampamentos dos nômades em Tubarão tem gerado muita discussão. O assunto envolve a cultura dos ‘ciganos’, que costumam morar em várias cidades.
A assistente social Cléria Agostinho, da secretaria de assistência social da prefeitura, explica que os técnicos visitam os locais escolhidos pelos nômades como moradia, mas não tem o poder de retirá-los do terreno. “Não temos como intervir nas propriedades particulares. Os proprietários é que devem tomar a iniciativa. São sempre as mesmas famílias que retornam à cidade”, relata Cléria.
A assistente social esclarece que a equipe da secretaria estuda a possibilidade de normatizar a permanência destas famílias na cidade. “É apenas uma cogitação, mas se pensa em estruturar um local com água, rede de energia para os ‘ciganos’ permaneceram na cidade, sem precisar incomodar os vizinhos próximos dos locais”, conta.
Os locais preferidos dos nômades são os terrenos nas proximidades da rua Padre Geraldo Spettmann, próximo à rodoviária.
Moradores de rua
A assistente social Cléria Agostinho confirma que um grande fluxo de moradores de rua entra e sai na cidade. “O nosso sonho é construir um centro de atendimento para estas pessoas, porém, muitos deles não conseguem mais viver em grupos, nem todos aceitam o tratamento”, finaliza Cléria.
Rondas diárias serão feitas
A população de rua gera vários desconfortos para os moradores e comerciantes de Tubarão. Telma de Carvalho está inconformada com a situação na rua Tereza Cristina, no bairro Oficinas, próximo aos trilhos em Tubarão. “Na minha rua, há um terreno que não está cercado e possui uma construção no local que é usada como local para o tráfico drogas, e moradia para os andarilhos que estão na cidade. Precisamos de uma solução urgente”, pede Telma.
A moradora enfatiza que não dorme mais tranquila, em função da movimentação no local. “Já comuniquei o proprietário do local, mas ele não tomou providências. A polícia e o Ministério Público também conhecem o caso”, relata. A casa de Telma já foi invadida três vezes por moradores de rua.
A assistente social Cléria Agostinho, da secretaria de assistência social da prefeitura, explica que o último relatório realizado pela equipe aponta que existem 14 pessoas moradores de ruas fixos em Tubarão. Eles refugiam-se em três pontos na cidade: nas três pontes do centro, nas varandas das igrejas e nas proximidades da rodoviária. “Desconheço este caso no bairro Oficinas, a maioria destes moradores é dependente químico e não aceita realizar um tratamento. Acompanhamos os casos, a maioria não tem vínculo com as famílias”, alega. Cléria destaca que em nove meses 400 pessoas itinerantes passaram por Tubarão.

