Florianópolis
Depois de alguns adiamentos e muitas indecisões, os deputados aprovaram ontem o novo Plano de Carreira do Magistério e de contratação dos funcionários Admitidos em Caráter Temporário (ACTs) por 26 votos favoráveis e 12 contra. A votação foi marcada por muita confusão entre policiais, servidores e profissionais da educação nas galerias do Plenário Deputado Osni Régis, na Assembleia Legislativa (Alesc).
O projeto seguirá para a sanção do governador Raimundo Colombo (PSD). Conforme a deputada Luciane Carminatti (PT), a aprovação significou uma derrota muito grande para a classe educadora. “Infelizmente, o Plano de Cargos e Salários do Magistério foi aprovado. O governo enviou um dos piores projetos para essa casa, aprovado sem debate, novamente atropelaram a votação! A partir de agora temos que lutar ainda mais em favor dos nossos direitos. Com essa aprovação, o poder aquisitivo dos professores será muito menor que hoje. Lamento muito essa decisão dos colegas deputados”, esclarece Luciane.
De acordo com a coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores em Educação na Rede Pública (Sinte) em Tubarão, Tânia Fogaça, os docentes que acompanharam a reunião lamentaram a decisão. “Muita indignação. Hoje (ontem) podemos ver quem são os amigos da educação. Fomos tratados como bandidos, revistaram nossas bolsas, não nos deixaram usar os celulares, os docentes homens foram proibidos de entrar nas galerias”, conta Tânia.
Dezenas de professores passaram mal. A legisladora Luciane Carminatti também passou pelos profissionais da saúde da Alesc.

