Zahyra Mattar
Tubarão
A cidadã Silvana Carboni, que atua em uma empresa de administração de condomínios, situada na rua Lauro Müller, no centro de Tubarão, não acreditou no que viu quando chegou ontem de manhã para trabalhar.
Uma montanha de lixo, literalmente, tomava conta da calçada. Restos de comida, papel higiênico e muitas outras coisas nojentas estavam amontoadas. Nem o monumento escapou. Encheram e peça férrea com sacolas plásticas.
"É difícil o dia que chegamos para trabalhar e não vemos esta nojeira. É uma vergonha para Tubarão e está cada vez pior. Sem contar o mau cheiro horroroso. É preciso tomar alguma providência com urgência", destaca Silvana.
E de quem é a culpa? De todos. Primeiro: não existem locais adequados para os donos de comércios – especialmente os restaurantes e lanchonetes – e moradores colocarem o lixo no centro da cidade.
Os contentores são pequenos e estão em locais ruins. Como as sacolas ficam expostas, capivaras, cachorros, andarilhos e catadores de materiais recicláveis "fazem a festa". O resultado é um rastro nojento pela rua e pela calçada.
Segundo: a falta de fiscalização e da obrigatoriedade de se obedecer um horário específico para o descarte, faz com o problema ganhe a proporção da imagem acima.
O centro da cidade é o primeiro a ser limpo pela prestadora do serviço na cidade, a Retrans. Mas a maioria das sacolinhas começa a ser amontada à noite. Até de manhã, a montanha é grande e a maioria do lixo está espalhado.

